Mineira dá dicas para estudar no exterior com bolsa

Fazer faculdade no exterior pode parecer um sonho impossível e distante, mas a belo-horizontina Beatriz Barbosa, de 18 anos, apostou nessa possibilidade como um objetivo a ser conquistado. Após três anos de dedicação, o resultado foi além do esperado: uma bolsa de R$ 2 milhões para cursar Relações Internacionais e Matemática Aplicada na Universidade de Notre Dame, em Indiana, nos Estados Unidos.

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O valor é suficiente para custear quase todos os custos dos quatro anos de estudos, isto é, a família da mineira terá que arcar com apenas R$ 500 dólares (R$ 2.627 na cotação deste sábado, 28) por ano. Em entrevista à Itatiaia, a mineira, que também acumula aprovações em algumas das melhores federais brasileiras, deu dicas para quem também fica com o coração acelerado só de pensar em estudar fora do país.

Para Beatriz, a primeira dica é justamente acreditar que fazer faculdade no exterior é possível, além de não ter medo de explorar as possibilidades e se dedicar.

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“Não tenham medo de pesquisarem ao máximo todas as oportunidades, em todas as áreas, em países diferentes, como fazer para chegar lá, porque hoje em dia existe, sim, um acesso muito amplo a esse tipo de informação na internet. Existem vários sites, várias organizações que ajudam muito com isso”, explicou.

Outra orientação é relacionada ao processo de seleção dos estudantes, uma vez que as faculdades americanas valorizam pessoas que exploram áreas das quais realmente gostam. Com isso, a sugestão da estudante é que quem busca estudar no exterior pegue algo que tenha paixão e pense em como pode usar dessas habilidades, desses interesses, para fazer algo que possa ajudar alguém.

“Não precisa ser uma coisa, podem ser várias… pode ser assim, desde matemática, até algum esporte, até, por exemplo, videogames, e pensar em como você pode utilizar dessas suas habilidades, desses seus interesses para fazer algo que realmente possa ajudar alguém ou possa mudar a vida de alguém”, destacou.

“As universidades lá fora buscam muito isso: pessoas que estão vivendo em um mundo, mas que têm um olhar diferente, têm um olhar para o outro e em diversas áreas da forma mais criativa que você conseguir ser”, continuou.

Em determinadas faculdades do exterior, os alunos podem ter que fazer vestibulares específicos, como o Scholastic Assessment Test (SAT), nos Estados Unidos. Para Beatriz, é essencial que o interessado administre o tempo de estudo, variando entre o momento de foco para os testes brasileiros e para os testes estrangeiros.

“Mais uma dica é se organizar muito em relação às horas de estudo e que dia, qual horário você vai estudar para qual prova, então um dia eu estudo para o SAT, outro dia eu estudo para algum vestibular brasileiro. Isso é muito importante, acho que até mesmo na questão psicológica do cérebro de dividir as informações e os diferentes processos”, explicou.

Já a última dica é focada nas extracurriculares, que são essenciais no processo de admissão para universidades fora do país. “Eu sei que pode parecer bem clichê, mas é realmente fazer coisas que você gosta, no sentido especialmente das extracurriculares, dos projetos que vão sim construir o seu currículo, a sua personalidade que você vai mostrar para a universidade”, explicou.

“As universidades também querem pessoas que fazem o que elas fazem porque elas têm uma paixão por isso e não simplesmente porque pode levar elas a algum lugar. Então, especialmente nas redações que você escreve sobre você, sobre seus interesses, eles sempre olham muito isso. Escolha algo que você realmente tenha aquela paixão, tenha aquele amor”, continuou.

Olimpíada na Singapura inspirou mineira a estudar no exterior

Em entrevista à Itatiaia, Beatriz Barbosa, formada no Colégio Magnum, em BH, contou que a participação em uma olimpíada de matemática em Singapura, no Sudeste Asiático, em 2022, deu início ao sonho de estudar no exterior. “Lá foi quando meu mundo abriu e aí eu comecei realmente a sonhar em estudar fora”, relatou a belo-horizontina.

Beatriz parte para os Estados Unidos em agosto, quando dará início a uma jornada de quatro anos focada nas duas áreas que mais ama. Para o futuro, o grande objetivo da jovem é fazer parte do Conselho de Estatística da Organização das Nações Unidas (ONU), seção focada em colher dados e lançar os índices e relatórios.

À reportagem, a estudante contou que o caminho para conseguir a aprovação na Universidade de Notre Dame passou por diversas experiências vividas por ela, como simulações da ONU, trabalho voluntário no interior de Minas e as próprias olimpíadas de matemática. Para além da jornada acadêmica, Beatriz contou que vivências relacionadas às paixões dela fizeram toda a diferença para a aprovação.

“Eu criei um projeto de olimpíadas também numa escola pública do interior, então eu descobri assim meu lado e minha paixão por dar aula, por compartilhar um pouquinho com esse conhecimento”, contou Beatriz. A iniciativa da estudante em Virginópolis, na Região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, rendeu medalhas de honra ao mérito para alunos do colégio na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e na Olimpíada Canguru de Matemática Brasil.

Nos últimos anos, a jovem acumulou diversas medalhas em competições realizadas tanto no Brasil quanto no exterior. Além da Singapura, Beatriz já participou de olimpíadas na China e na Indonésia. Outra experiência marcante foi a simulação da ONU de Harvard, a Harvard Model United Nations, nos Estados Unidos.

Além da universidade americana, a estudante conquistou aprovações em algumas das melhores federais brasileiras, e na University College Dublin, na Irlanda, no curso de Economia, Matemática & Estatística.

Veja as conquistas de Beatriz

  • Universidade de Notre Dame – Relações Internacionais e Matemática Aplicada, Computacional & Estatística
  • University College Dublin- Economia, Matemática & Estatística
  • USP- Estatística
  • USP- Relações Internacionais
  • Unicamp- Estatística (2° lugar)
  • UNESP- Relações Internacionais
  • UFMG- Estatística (1° lugar)
  • UFPR- Matemática (1° lugar)
Mineira ganha bolsa de quase R$ 2 milhões para cursar universidade nos EUA • Ana Luiza Pereira / Itatiaia
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