Estados por todo o Brasil veem o início de uma onda de renúncias aos cargos de governador. Quem não pode concorrer à reeleição e pretende participar das eleições de outubro precisa deixar o posto até 4 de abril, data limite para o processo de desincompatibilização.
Dos 27 governadores, 18 estão nessa situação, já que a legislação proíbe um terceiro mandato consecutivo. A maioria pretende concorrer a uma vaga no Senado Federal, embora alguns tenham a Presidência da República como objetivo.
O primeiro a dar esse passo foi Romeu Zema (Novo), que se afastou do governo de Minas Gerais no domingo (21) para, inicialmente, tentar chegar ao Palácio do Planalto. Seu vice, Mateus Simões (PSD), considerado seu sucessor natural, assume o comando do estado.
Na segunda-feira (22), foi a vez do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), deixar o cargo. Sua renúncia não se deve apenas à candidatura ao Senado, mas também a um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ameaça torná-lo inelegível. A saída antecipada é vista como uma manobra para evitar uma possível cassação e proteger sua campanha eleitoral.
Também de olho no Senado, Ibaneis Rocha (MDB) renunciará ao governo do Distrito Federal no próximo sábado (28), transferindo o Palácio do Buriti para Celina Leão (PP).
Gladson Cameli (PP), governador do Acre, já marcou sua renúncia para 2 de abril. Os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e da Paraíba, João Azevêdo (PSB), também anunciaram que deixarão seus cargos na mesma data. Todos buscam uma cadeira no Senado.
O FATOR KASSAB
Três governadores aguardam uma orientação partidária para formalizar as renúncias. Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás) esperam uma decisão do presidente do PSD, Gilberto Kassab, sobre qual dos três será o candidato do partido à Presidência da República. A expectativa é que o anúncio ocorra ainda nesta semana.
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), é outro que aguarda definições para comunicar sua saída. Ele deve se candidatar a uma vaga no Senado.
PERMANÊNCIA E INDECISÃO
Com exceção de Fátima Bezerra (PT-RN), governadora do Rio Grande do Norte, e de Wanderlei Barbosa (Republicanos), chefe do Executivo do Tocantins, que já decidiram permanecer nos cargos, os demais governadores inelegíveis para a reeleição ainda não tomaram uma decisão sobre o futuro. Eles são:
- Wilson Miranda (União Brasil) – Amazonas;
- Paulo Dantas (MDB) – Alagoas;
- Carlos Brandão (sem partido) – Maranhão;
- Marcos Rocha (União Brasil) – Rondônia;
- Mauro Mendes (União Brasil) – Mato Grosso;
- Antonio Denarium (PP) – Roraima;







