A Folha de S. Paulo produziu uma montagem fotográfica com manipulação digital em sua principal foto da primeira página, hoje, cujo resultado — publicado ao lado de uma manchete sobre o incômodo de Lula com excesso de militares no governo — parece sugerir que o presidente da República poderia ser alvo de um atentado à bala.
A imagem causou polêmica e uma avalanche de críticas. “Foto feita com múltipla exposição mostra Lula ajeitando gravata e vidro avariado em ataque”, diz a legenda da imagem, com crédito para a fotojornalista Gabriela Biló.
A matéria ilustrada pela imagem leva o título de “No foco de Lula, presença militar no Planalto é recorde”.
“Técnica de ‘múltipla exposição de imagens’, na capa da Folha. Um eufemismo, em tempos de pós-verdade, para definir a manipulação da informação. Isso não é jornalismo. Isso é uma perversa adulteração da realidade. No caso, perigosíssima, pela gravidade da atual situação do país”, protestou o escritor Lira Neto pelo Twitter.
Para a usuária Holanda Karla, a foto “sugere um tiro no peito de Lula”. Para outra, “há que ter mais responsabilidade”: “é triste quando o jornalismo claudica”.







