O vereador Delegado Leandro Piquet (Republicanos) foi eleito na manhã desta segunda-feira (2) como o novo presidente da Câmara Municipal de Vitória (CMV). A eleição aconteceu em sessão extraordinária, convocada neste domingo (1º), pelo 1º vice-presidente eleito, Duda Brasil (União), após o não comparecimento de Armandinho Fontoura (Podemos) – eleito em agosto de 2022 para presidir o Legislativo da capital – na cessão de posse da nova Mesa Diretora da Casa.
Piquet foi eleito com 12 votos a favor, um contra e uma abstenção. Após o pleito, o novo presidente da Câmara afirmou que vai dar prioridade ao diálogo com os demais vereadores e poderes.
“Não tinha a pretensão de ocupar este cargo, mas em respeito aos colegas que confiaram em meu nome e agora como presidente da Casa, quero, junto aos demais pares, fazer uma ponte com os outros poderes para fazer o melhor pela cidade de Vitória e para o Espírito Santo. A prioridade é o respeito e o diálogo”, declarou.
Delegado Piquet é do mesmo partido do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Única vereadora a dar voto contrário, Camila Valadão (PSOL) justificou seu voto alegando motivos políticos.
“Quero deixar claro que meu voto não tem nada de pessoal. Piquet sempre teve respeito comigo e sempre pudemos dialogar. E como disse a ele, não posso votar em alguém que faz parte do mesmo partido do prefeito, do qual sou oposição. É um voto exclusivamente político. Desejo bom trabalho ao novo presidente e espero que as alianças não signifique uma submissão desta Casa de leis”, disse Camila que a partir de fevereiro começará seu mandato como deputada estadual.
Karla Coser (PT), que também faz oposição ao prefeito de Vitória, votou a favor de Piquet. Ela afirmou que confia no trabalho do colega de Câmara, mesmo sendo correligionário do chefe do Executivo municipal.
“É o meu primeiro voto ‘sim’ para um presidente desta Casa. E votei a favor porque acredito que o vereador Piquet fará um trabalho sério e comprometido com os vereadores e com a cidade de Vitória. Estarei aqui todos os dias para cobrar isso e coloco meu mandato à disposição para fazermos o melhor por Vitória”, comentou a vereadora.
Presidente da Câmara nos dois últimos anos, Davi Esmael (PSD), que se absteve de votar, desejou sorte a Leandro Piquet e, em seguida, se retirou da sessão.
Caso Armandinho
Em agosto, Armandinho foi eleito para presidir a Câmara para o biênio 2023-2024. Porém, ele foi preso no último dia 15, durante uma operação da Polícia Federal. Armando está no Centro de Detenção Provisória de Viana II, junto com outros presos da mesma operação, que deteve suspeitos de participação em atos antidemocráticos e milícias digitais.
Por conta da prisão do parlamentar, o Legislativo municipal aprovou, no último dia 27 de dezembro, um precedente regimental prevendo que o não comparecimento de Armandinho no dia da posse da Mesa Diretora, de forma pessoal e presencial, implicando em renúncia presumida ao mandato de presidente, com consequente e imediata convocação de eleição suplementar pelo 1º vice-presidente eleito. O precedente também proibiu Armando de tomar posse via procuração.
A defesa de Armando Fontoura entrou com um pedido, no Supremo Tribunal Federal (STF), para que o vereador tomasse posse neste domingo, com escolta policial.
Em despacho especial na tarde do último sábado (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu qualquer possibilidade de Armandinho tomar posse ou exercer a Presidência da Câmara de Vitória, cargo para o qual foi eleito por maioria dos seus pares.







