O Pontífice Leão assinalou os 250 anos da independência dos Estados Unidos neste sábado (4) com uma solicitação para que os americanos recebam e resguardem os imigrantes, por meio de uma correspondência destinada ao seu país natal durante uma estada na ilha de Lampedusa, localizada na Itália e situada na primeira linha da crise migratória.
Leão, que provocou a insatisfação de Donald Trump no ano passado ao descrever as medidas anti-imigração do mandatário norte-americano como cruéis, também conclamou o planeta a se tornar “mais humano” e a prestar auxílio àqueles que escapam de conflitos e da miséria.
Em uma jornada de um único dia a Lampedusa, local que funciona como ponto de chegada para migrantes que enfrentam travessias arriscadas pelo Mediterrâneo vindos da África rumo à Europa, o papa incentivou as lideranças europeias a intensificarem o apoio aos recém-chegados, cujo montante superou 7 mil neste ano.
Em uma mensagem separada destinada aos Estados Unidos, Leão destacou que o princípio católico de preservar a vida abrange “receber, proteger e amparar os imigrantes”.
“Acatar (os migrantes) com empatia e liberalidade não representa unicamente uma obra de benevolência, mas igualmente um reconhecimento da dignidade inerente a cada ser humano”, declarou ele à nação americana.







