A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de eliminar a garantia ao aborto em todo o país está provocando reações mundiais. Uma delas é encampada por gigantes corporativos, como Sony, Uber, Meta, Comcast, Warner Bros, Paramount, Disney, Discovery e Netflix, que se comprometeram a apoiar e assistir financeiramente funcionárias e seus dependentes que busquem abortar em estados que proibiram ou vierem a proibir o aborto.
Na última sexta-feira (24), a Suprema Corte americana derrubou a decisão Roe vs. Wade, um litígio judicial ocorrido em 1973 em que ficou reconhecido o dever constitucional do Estado de proteger a liberdade individual de mulheres grávidas, garantindo-lhes o direito ao aborto ou interrupção voluntária da gravidez.
Autoridades estaduais em alguns estados já disseram que novas proibições ao aborto podem ser agora aplicadas. Um exemplo vem do Alabama, localizado na região sudeste do país, que, no mesmo dia da mudança de entendimento no Judiciário americano, tornou ilegal o aborto e aplicará pena de prisão perpétua a quem desrespeitar a norma. A punição é maior do que a aplicada a alguns tipos de assassinatos e a todas as formas de estupro.
Já está em curso ou existem planos para a criminalização do aborto em estados como Arkansas, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Idaho (que permitirá em caso de estupro), Iowa, Kentucky, Luisiana, Mississipi, Missouri, Ohio, Oklahoma, Tenesse, Texas (onde se deu o caso Roe vs Wade), Utah e Wyoming.







