Em um relato cheio de bastidores, Nalbert relembrou o caminho da seleção brasileira até o Mundial de 2002, torneio que o Brasil jamais havia vencido e que era tratado como o grande objetivo da equipe naquele ano. Antes da competição, porém, o grupo disputou as finais da Liga Mundial em Belo Horizonte. Quando atuava em casa, a concentração se tornava mais difícil por causa do assédio, dos pedidos de ingressos e dos compromissos com a televisão. O time chegou como grande favorito, mas acabou superado pela Rússia na decisão, diante de 25 mil torcedores no Mineirinho.
Ao retornar ao hotel, os jogadores encontraram um almoço preparado para comemorar o título. O salão deveria estar cheio, mas compareceram apenas algumas pessoas, basicamente os familiares dos atletas. Giovane, que não era capitão na ocasião, tomou o microfone e disse que queria falar com todos. Ele observou que, se a vitória tivesse vindo, certamente o local estaria lotado; ainda assim, era com quem estava presente que o grupo deveria aprender e por quem deveria se sacrificar nas cerca de três semanas ou um mês de treinamento até o Campeonato Mundial. Todos se entreolharam, bateram palmas e se abraçaram. Naquele momento, a equipe começou a se fechar como grupo.







