Se o tênis tem o seu Big Four (Roger Federer, Rafael Nadal, Andy Murray e Novak Djokovic), os quatro tenistas que venceram praticamente todos os torneios importantes nos últimos anos, tem também um suíço que se destacou nesse período: Stan Wawrinka. Se o Big Four se destacou como deuses do tênis, Wawrinka foi, sem dúvida, o melhor entre os “mortais”.
É verdade que houve outros vencedores de Grand Slam além dele e do Big Four, como o argentino Juan Martin Del Potro em 2009 e, mais recentemente, com Carlos Alcaraz, Daniil Medvedev e Dominic Thiem, mas só Wawrinka foi capaz de ganhar três dos quatro grandes torneios, com a presença de todos do Big Four.
Stan “the Man” Wawrinka foi o vencedor do Australian Open em 2014, de Roland Garros em 2015, e do US Open em 2016. No Australian Open de 2014, venceu Djokovic na semifinal e Nadal na final. Em Roland Garros de 2015, venceu Federer nas quartas de final e Djokovic na final. No US Open de 2016, venceu Kei Nishikori na semifinal e Djokovic na final. Em 2017 foi finalista novamente em Roland Garros, perdendo a final para Nadal.
Dono de uma das esquerdas de uma mão mais plásticas e eficientes do circuito, Wawrinka cresceu à sombra de Federer, também suíço e com uma carreira extremamente vencedora. As comparações eram inevitáveis e os números de Federer impressionavam muito mais que os dele. Além disso, em várias fases de sua carreira, sobretudo no início, era considerado como um tenista ligeiramente acima do peso e com baixa força mental.
Isso não foi suficiente para desanima-lo. Continuou trabalhando no preparo físico e, principalmente, mental. Seu gesto de apontar com o dedo indicador para a própria cabeça nos momentos decisivos e nas principais vitórias revelam seu intenso preparo mental e sua consciência tática.
Nesse processo de desenvolvimento no tênis, em parceria com o seu compatriota Roger Federer, de quem é amigo, Wawrinka venceu em 2008 o torneio de duplas dos Jogos Olímpicos de Pequim, na China, conquistando a medalha de ouro.
Em 2014, juntamente com Roger Federer, Marco Chiundinelli e Michael Lammer, levou a Suíça ao título da Copa Davis, principal torneio entre nações no tênis. Já tinha ganho seu primeiro Master 1000 neste mesmo ano, em Monte Carlo, vencendo Federer na final.
Apesar da fama de sua esquerda de uma mão, Wawrinka também é dono de uma direita poderosa, de um saque efetivo e excelente, e de uma movimentação que o manteve entre os principais tenistas por anos. O fato de ter vencido grandes torneios em superfícies diferentes, como o saibro e quadras duras, fez dele um dos tenistas mais completos do circuito.
Em 2014 alcançou pela primeira vez sua melhor posição no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), chegando ao terceiro lugar, depois de ter entrado no top tem em 2013. Manteve-se entre os principais ranqueados até 2018.
Stan Wawrinka, suíço nascido em 28 de março de 1985, o melhor tenista entre os mortais das duas últimas décadas.







