Espírito Santo inaugura estação de tratamento de esgoto sustentável com energia solar

Uma infraestrutura de saneamento moderna e sustentável começa a beneficiar mais de 72 mil moradores da região da Grande Terra Vermelha. A Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) inaugurou a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Grande Terra Vermelha, um projeto que amplia o acesso ao esgotamento sanitário e tem um diferencial pioneiro no estado: é a primeira unidade totalmente abastecida por uma usina fotovoltaica.

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O governador Renato Casagrande destacou que o estado avança para universalizar o tratamento de esgoto na Região Metropolitana. Segundo ele, todas as obras necessárias já estão contratadas e em execução, o que permitirá atingir a meta de tratar mais de 90% do esgoto entre 2027 e 2028, antes do prazo original de 2033. Esta estação específica, que recebeu investimento de R$ 140 milhões, tem capacidade para tratar 150 litros por segundo, atendendo toda a Região 5 de Vila Velha. Para o governador, trata-se de uma conquista essencial para a saúde pública, a preservação do meio ambiente e o bem-estar da população.

A usina solar instalada na estação conta com 3 mil painéis fotovoltaicos e capacidade estimada de gerar 6.858 kWh por dia, o que equivale a 205.740 kWh por mês. Para dar uma ideia desse volume, a produção mensal seria suficiente para abastecer, em média, 1.371 residências populares, considerando um consumo médio de 150 kWh por mês em cada uma.

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A iniciativa reforça o compromisso da Companhia com o uso de fontes renováveis de energia e aumenta a eficiência energética do sistema de saneamento. O presidente da Cesan, Munir Abud, ressaltou que a nova estação representa um avanço importante na modernização da infraestrutura ambiental capixaba.

Munir Abud afirmou que a adoção dessas soluções tecnológicas reduz a quantidade de resíduos enviados a aterros e minimiza os impactos ambientais, além de proteger os corpos d’água com a melhoria na qualidade do efluente tratado. Assim, a ETE Grande Terra Vermelha se consolida como uma obra de infraestrutura contemporânea, alinhada aos princípios de sustentabilidade.

A estação atenderá moradores dos seguintes bairros: Barra do Jucu, Praia dos Recifes, Morada do Sol, Interlagos, Retiro do Congo, Morro da Lagoa, Ponta da Fruta, Nova Ponta da Fruta, Recanto da Sereia (Guarapari), Balneário Ponta da Fruta, Terra Vermelha, Ulisses Guimarães, 23 de Maio, Normília da Cunha, João Goulart, Jabaeté, Santa Paula I e II, Riviera da Barra, Cidade da Barra, São Conrado, Barramares, Morada da Barra e Itapuera da Barra.

Com a entrada em operação da nova unidade, a região passa a contar com um sistema de esgotamento sanitário mais moderno, eficiente e sustentável, contribuindo diretamente para a proteção dos recursos hídricos, a melhoria da qualidade ambiental e a saúde dos moradores.

O vice-governador Ricardo Ferraço salientou que se trata de mais um investimento concretizado em Vila Velha. De acordo com ele, o município tem recebido nos últimos anos os maiores investimentos de sua história. São aplicações de vulto que transformam a vida das pessoas. Quem mora ou circula por Vila Velha pode ver os resultados: investimentos em mobilidade, saneamento e infraestrutura, entre outras áreas. A parceria e o compromisso estabelecidos ali se estendem às outras 77 cidades do estado, uma marca do que ele chamou de “o Governo mais municipalista do Brasil”.

Capacidade de tratamento

A ETE Grande Terra Vermelha tem uma vazão média de 150 litros por segundo, o que equivale a cerca de 12,9 milhões de litros de esgoto tratados por dia – volume suficiente para encher aproximadamente cinco piscinas olímpicas diariamente.

A obra foi projetada com tecnologias modernas e eficientes para tratar o esgoto e o lodo resultante. Merecem destaque os reatores biológicos e o sistema de secagem térmica do lodo, que reduz drasticamente o volume de resíduos enviados a aterros.

Outra característica marcante da estação é o aproveitamento energético do biogás produzido durante a digestão do lodo. Após tratamento, esse biogás é usado para gerar vapor, empregado na secagem térmica do lodo, diminuindo ainda mais a dependência de fontes externas de energia.

Diferenciais da nova estação

Além da geração de energia solar para autoconsumo, a nova estrutura integra tecnologias avançadas no tratamento de esgoto, como os reatores biológicos do tipo IFAS (Integrated Fixed-Film Activated Sludge). Essa solução aumenta a eficiência do tratamento sem exigir ampliação da área física, melhora a remoção de matéria orgânica e nutrientes, e garante mais estabilidade e eficiência ao sistema.

Outro ponto forte da ETE Grande Terra Vermelha é o aproveitamento energético do biogás gerado durante o tratamento do lodo. No processo ocorre a digestão anaeróbia, que produz biogás – recurso que, em muitas estações convencionais, é simplesmente queimado ou liberado. Na nova unidade, porém, esse gás é tratado em uma biorrefinaria e reutilizado para produzir vapor, usado no sistema de secagem térmica do lodo. Isso reduz a necessidade de fontes externas de energia e aumenta a eficiência energética da operação.

A estação também conta com secagem térmica do lodo, tecnologia que representa um avanço em relação aos métodos tradicionais. Em muitas ETEs, o lodo passa apenas por desidratação mecânica antes de ir para aterros, ainda com alto teor de umidade. Com a secagem térmica, o teor de sólidos aumenta, reduzindo de forma significativa o volume transportado e a quantidade de resíduos destinados à disposição final.

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