A cidade da Serra superou Vitória e conquistou a segunda colocação no ranking capixaba de arrecadação do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), ficando atrás apenas de Vila Velha. Em 2025, o município arrecadou R$ 135,4 milhões, um aumento real de 12,4% na comparação com o ano anterior. Já a capital registrou R$ 125 milhões, o que representa um recuo de 3,5%.
De acordo com o Anuário Finanças dos Municípios Capixabas 2026, elaborado pela Aequus Consultoria, o desempenho da Serra foi alavancado pelo Refis Serra 2025, programa de recuperação fiscal voltado à regularização de débitos tributários e não tributários. Apesar da queda observada em 2025, o levantamento destaca que a arrecadação de Vitória permaneceu praticamente no mesmo patamar de 2023, quando considerados valores corrigidos pela inflação, e acima dos exercícios anteriores. Na liderança do ranking, Vila Velha aparece com R$ 166,7 milhões arrecadados e crescimento real de 9,6% sobre 2024.
Investimentos caem e gastos com servidores aumentam
As prefeituras capixabas encerraram 2025 investindo menos em obras, equipamentos e infraestrutura e gastando mais com servidores, conforme aponta o anuário. Os investimentos municipais somaram R$ 2,21 bilhões, uma queda real de 8,3% em relação a 2024, o segundo recuo consecutivo após uma redução de 5,9% no ano anterior. Esse movimento interrompe o ciclo de expansão registrado entre 2021 e 2023. Ainda assim, o valor permanece acima da média histórica do Espírito Santo.
Por outro lado, as despesas com pessoal cresceram 4,6% em termos reais e atingiram R$ 11,67 bilhões, impulsionadas por reajustes salariais, novas contratações e a expansão dos gastos nas áreas de saúde e educação, que concentram a maior parte dos servidores municipais. O cenário revela que as prefeituras ainda preservam capacidade relevante de investimento, mas enfrentam um ambiente fiscal mais desafiador, com despesas obrigatórias em alta e receitas mais voláteis. Isso exige maior planejamento para manter obras e aquisições sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas.







