O volume de crédito concedido no Brasil continua crescendo em 2026, mesmo em um cenário de taxa Selic ainda elevada, segundo levantamentos do setor bancário. A carteira total do sistema financeiro nacional deve manter expansão superior a 8% no ano, ainda que analistas tenham revisado ligeiramente para baixo essa projeção em relação a estimativas anteriores, refletindo maior sensibilidade dos recursos livres à política monetária.
Entre as modalidades de crédito para pessoas físicas, o consignado privado se destaca como o principal vetor de expansão, enquanto linhas mais caras, como cheque especial e cartão de crédito parcelado com juros, registram queda no saldo, um movimento associado também aos efeitos de programas de renegociação de dívidas em curso. Já entre pessoas jurídicas, o crédito direcionado, que inclui recursos de programas governamentais, tem acelerado, enquanto o crédito livre, mais sensível às condições de mercado, desacelera.
Um destaque específico do período é o financiamento habitacional, que teve alta expressiva na comparação entre os primeiros cinco meses de 2025 e o mesmo período de 2026, impulsionado por mudanças em programas de habitação popular. Para analistas do setor bancário, o comportamento do crédito em 2026 mostra uma economia que segue funcionando em ritmo relevante, mas de forma desigual entre setores e modalidades, refletindo tanto o custo elevado do dinheiro quanto o papel cada vez mais importante de programas públicos direcionados.







