O Brasil registrou um saldo positivo na abertura de empresas em 2021, atingindo um recorde de 5,749 milhões de companhias ativas. No entanto, a maioria dessas empresas não possuía funcionários assalariados, sendo compostas apenas por proprietários ou sócios. Esses dados são provenientes do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 21 de junho de 2023.
No ano de 2021, o número total de empresas e organizações ativas aumentou 5,8% em comparação a 2020, com um acréscimo de 314,5 mil empresas. Ao longo dos dois anos de pandemia, foram abertas 509,4 mil empresas.
Apesar do aumento na quantidade de pessoas trabalhando, o salário médio pago pelas empresas do país teve uma queda de 2,6% em um ano, passando de R$ 3.353,07 em 2020 para R$ 3.266,53 em 2021. No entanto, devido ao aumento do número de trabalhadores, a massa salarial real totalizou R$ 2,0 trilhões em 2021, um aumento de 0,3% em relação a 2020.
O número de empresas sem funcionários assalariados, formadas apenas por proprietários ou sócios, aumentou de 2,637 milhões em 2019 para 2,864 milhões em 2020 e alcançou o pico de 3,085 milhões em 2021, o que representa um aumento de 448,7 mil CNPJs ativos em dois anos de pandemia.
Por outro lado, o número de empresas com pelo menos um funcionário assalariado diminuiu de 2,603 milhões em 2019 para 2,570 milhões em 2020. Houve uma melhora em 2021, com um total de 2,663 milhões de empresas, o que significa um aumento de 60,6 mil empresas com empregados em relação ao período pré-pandemia.
Os dados indicam que o crescimento das empresas sem funcionários possa estar relacionado ao empreendedorismo por necessidade, ou seja, pessoas demitidas buscando abrir seu próprio negócio ou compensar a perda de renda causada pela crise sanitária. Isso pode ser resultado do aumento do empreendedorismo e das reformas implementadas. No entanto, é importante ressaltar que houve uma mudança metodológica recente na pesquisa, afetando os registros usados como base para o cadastro.
A pesquisa do IBGE também mostrou uma retomada mais intensa do emprego como um todo no país em 2021, superando o patamar pré-pandemia tanto para sócios ou proprietários quanto para funcionários assalariados. O número de sócios e proprietários aumentou 5,1% de 2020 para 2021, totalizando 7,7 milhões de pessoas, com um acréscimo de 372,3 mil indivíduos em dois anos de pandemia.
Houve uma recuperação no emprego assalariado formal, com um crescimento de 4,9% em 2021, totalizando 47,693 milhões de pessoas nesse tipo de trabalho. As maiores contribuições para esse aumento vieram do setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+428,5 mil) e Indústrias de transformação (+386,9 mil). Já a maior redução ocorreu nas Outras atividades de serviços (-34,3 mil).
Em 2021, o pessoal ocupado assalariado era composto por 55,1% de homens e 44,9% de mulheres. Comparado ao ano anterior, houve um aumento de 6,3% no número de mulheres assalariadas e um aumento de 3,8% no número de homens assalariados. Com a melhora no emprego das mulheres, a participação feminina no pessoal ocupado assalariado das empresas recuperou-se ao patamar pré-pandemia.
Apesar do aumento na quantidade de pessoas trabalhando, o salário médio pago pelas empresas do país teve uma queda de 2,6% em um ano, passando de R$ 3.353,07 em 2020 para R$ 3.266,53 em 2021. No entanto, devido ao aumento do número de trabalhadores, a massa salarial real totalizou R$ 2,0 trilhões em 2021, um aumento de 0,3% em relação a 2020.
Os dados do IBGE indicam um crescimento no número de empresas ativas no Brasil em 2021, mas a maioria dessas empresas é composta apenas por proprietários ou sócios, sem funcionários assalariados. Esse fenômeno pode ser resultado do empreendedorismo por necessidade, com trabalhadores demitidos buscando alternativas de renda. Além disso, houve uma retomada no emprego assalariado formal, especialmente no setor de Comércio e Indústrias de transformação, e um aumento na participação feminina no mercado de trabalho. No entanto, o salário médio teve uma queda, apesar do aumento na massa salarial.
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Brasil encerra 2021 com 5,749 milhões de empresas ativas, revela IBGE







