Manter a higiene oral evita complicações na saúde dos pets

Manter a saúde bucal dos animais de estimação sempre em dia é tão importante quanto estar atento à vacinação e à vermifugação. Os cuidados e a higienização diária são fundamentais para prevenir doenças orais, complicações em outros órgãos e funções biológicas dos animais e, até mesmo, o agravamento de outras enfermidades já instaladas.

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A médica veterinária da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Franciele Fraiz, explica que o exame clínico veterinário periódico e a escovação frequente dos dentes é a combinação ideal para preservar a saúde bucal dos pets.

“É sempre importante lembrar da inspeção bucal nas consultas de rotina ao veterinário. No dia a dia, os tutores devem incorporar a escovação como hábito diário ou, pelo menos, a cada três vezes na semana, intercalando com o uso de outros produtos de manutenção da saúde bucal”, explica.

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Vincular a higienização bucal a recompensas positivas é uma boa estratégia: como em um processo de adestramento, o pet passa a associar o momento da escovação com passeios, brincadeiras, carinhos ou petiscos e, consequentemente, consegue tolerar a higienização com mais tranquilidade.

Apesar da praticidade de outros produtos para a higiene bucal, a veterinária Franciele Fraiz indica que eles sejam utilizados como complemento, sem substituir a escovação.

“A escovação dos dentes é responsável por fazer a remoção mecânica dos resíduos alimentares e biofilmes bacterianos depositados diariamente na superfície dos dentes e sob a gengiva. Os demais produtos podem ser utilizados de forma complementar, para garantir uma limpeza ainda melhor”, aponta Franciele.

Falta de uma higienização bucal frequente em pets pode trazer complicações para a saúde oral e geral

Quando os cuidados preventivos não são inseridos na rotina, a boca dos animais fica mais propensa a acumular o biofilme bacteriano, uma placa que se forma nos dentes e na gengiva cerca de 24h a 32h depois da ingestão de alimentos. Essas são as bactérias responsáveis por gerar complicações como a formação de cálculos dentários, ou tártaro, como são popularmente conhecidos, e o desenvolvimento da doença periodontal.

“A doença periodontal é uma das enfermidades mais frequentes entre cães e gatos. Estudos de caso da rotina clínica indicam que ela afeta mais de 80% dos pets adultos, impactando as estruturas de proteção e inserção dos dentes: gengiva, osso, cemento e ligamento periodontal”, explica a médica veterinária.

De acordo com ela, o processo inflamatório é dolorido para os animais e, enquanto o organismo trabalha para combater a infecção, são produzidas substâncias denominadas imunocomplexos, que se instalam nos rins, aumentando as chances do desenvolvimento de doenças renais. Além disso, as bactérias da inflamação podem atingir a corrente sanguínea e se instalarem em outros órgãos, causando ou agravando doenças como a bronquite, a artrite e a endocardite.

Os sinais iniciais da doença periodontal são discretos e, por isso, o acompanhamento veterinário torna-se tão importante.

“Como se trata de uma inflamação crônica, o animal pode se acostumar com a dor e não apresentar sinais que possibilitem que o tutor identifique que algo não vai bem. Por conta disso, é muito comum que a doença seja identificada em estágios avançados”, completa.

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