O cenário sem aterramento é aterrador!
Não importa a rua, o beco ou a escadaria: em qualquer direção que se olhe, o cidadão depara-se com uma malha caótica de fios emaranhados no Centro da segunda capital mais antiga do Brasil!
Além da terrível crise estética, a fiação aérea emaranhada é uma carta de negligência assinada pelo atual prefeito e ex-prefeitos da Cidade Presépio, que agora pode ser vista como a Cidade dos Fios Emaranhados! Negligência urbana escancarada que compromete a segurança, a economia e a preservação do patrimônio histórico da capital capixaba!
A fiação aérea exposta não é apenas um anacronismo visual! É um vetor de riscos que traz graves prejuízos aos habitantes e visitantes da ilha. Estes horrendos fios emaranhados cobrem fachadas históricas e obstruem a manutenção de edifícios — impedindo desde a conservação básica até simples pinturas externas.
São o epicentro de incidentes graves, desde incêndios por curto-circuito até furtos de energia e de cabos de cobre! Além disso, muitos destes postes, com fios emaranhados em meio a transformadores e alta voltagem, estão a centímetros de janelas onde moram PESSOAS! Muitos moradores sequer podem abrir as janelas de seus apartamentos, pois o risco de um incidente é iminente!
O mobiliário urbano que sustenta essa rede, como os postes de concreto, ocupa calçadas já estreitas, tornando a acessibilidade uma grande piada para os gestores! Pessoas com mobilidade reduzida, neste contexto, são invisíveis aos olhos do poder público!
Ah, mas é caro! Será?
Embora o argumento do “custo elevado” seja frequentemente utilizado pelo poder público, a análise de custo-benefício a longo prazo revela uma realidade distinta. Dados da Engenharia Elétrica e do Urbanismo Moderno apontam que a resiliência e a perenidade das redes subterrâneas possuem um índice de interrupção de serviço de até 10 vezes menor que as redes aéreas! Redes subterrâneas estão imunes a quedas de árvores, ventos fortes e tempestades.
Em meio às mudanças climáticas, nada é mais anacrônico do que manter um padrão obsoleto como as fiações aéreas. Fiação aérea é sintoma de subdesenvolvimento. Afinal, quantos países desenvolvidos possuem esse padrão? Cite um! Pois é, nenhum, né?
Ah, mas é caro e difícil! Sério? Somos o país que descobriu o Pré-Sal, que está curando tetraplégicos, que tem a maior cobertura de vacinas do mundo, que construiu obras magníficas como a Terceira Ponte e a mais alta ciclovia da América Latina! Somos a 11ª força militar do planeta, temos as maiores riquezas naturais do mundo. Nossa cidade tem o segundo maior manguezal urbano do planeta e seu Centro é o segundo mais antigo do país! Vocês acham mesmo que não temos dinheiro e engenharia para fazer o que EUA e Reino Unido fizeram há 100 anos? Sério? Em que mundo você vive?
Aos bajuladores de políticos, um convite: saia da “terra plana”, deixe seu complexo de vira-lata de lado e venha pensar um pouquinho! A sua conta de luz — seja você fã do Lula ou do Bolsonaro — vai diminuir, cara-pálida!
Sim! A redução de perdas causadas pelos famosos “gatos” vai diminuir severamente, e isso fará uma diferença grande no bolso do consumidor! Sistemas enterrados são lacrados, vedados e automatizados; qualquer infeliz que tentar danificar ou furtar será facilmente identificado, pois o alerta na central de controle é imediato!!!
Diferente do fio aéreo, onde qualquer um pode fazer uma arruaça com um simples alicate, a fiação aterrada é protegida por uma fortaleza de concreto! Menos vandalismo e furto = menos prejuízo nas concessionárias = mais economia no nosso bolso!
Sem falar da alta valorização no setor imobiliário e do turismo! Cidades que optaram pelo aterramento, como centros históricos na Europa e, em menor escala, o bairro da Vila Madalena em São Paulo, a cidade capixaba de Santa Teresa, Olinda, Sobral, Ouro Preto, Paraty… registram uma valorização imobiliária imediata e um aumento no fluxo turístico, potencializando a economia local!
Enquanto metrópoles globais avançam para o enterramento total de suas redes, Vitória — que ostenta a segunda maior renda per capita entre as capitais brasileiras — mantém-se inerte sob a justificativa de escassez de recursos! Ué, não foi Vitória que gastou R$ 200 milhões reasfaltando asfalto e gastando milhões em praças que sequer precisavam de reforma?
As prioridades estão um bocado às avessas! Observe: se o custo da “não intervenção” é pago diariamente pelo cidadão, seja na insegurança de um fio caído ou no valor inflacionado da conta de energia, que financia manutenções paliativas em uma rede obsoleta, por que o aterramento ainda não é pauta prioritária?
A solução definitiva é o cabeamento subterrâneo! Mais do que uma questão de estética, trata-se de um direito à cidade moderna, segura e acessível! A omissão do poder público diante deste cenário não é apenas um erro de planejamento; é uma forma de descaso que, no limite, coloca vidas em risco!
É imperativo que a sociedade civil ocupe seu papel de fiscalizadora! O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) e os canais de atendimento municipal (156) devem ser os receptores dessa cobrança. O Centro de Vitória não merece ser um museu de fios, mas sim um modelo de urbanismo sustentável onde seus museus, prédios históricos, ruas, casarões, praças e espaços públicos tornem-se motivo de orgulho, pertencimento e beleza aos olhos de turistas e habitantes!
Urgência da Infraestrutura Subterrânea no Centro de Vitória
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