A Natura, multinacional brasileira atuante nos setores de cosméticos, higiene e beleza, com presença na América Latina, França, Estados Unidos e Malásia, consolidou recentemente sua liderança em ESG na América Latina. Além disso, alcançou a 4ª posição global no setor de Personal Products, superando grandes concorrentes internacionais.
O reconhecimento é fruto do desempenho da empresa no Corporate Sustainability Assessment (CSA) de 2025, questionário do S&P Global Sustainability Yearbook 2026 – um dos mais prestigiados inventários de sustentabilidade corporativa do mundo. Na avaliação, a marca atingiu pontuação inédita de 79/100.
Este resultado elevou a Natura à categoria de “Industry Mover”, um reconhecimento dado às empresas que demonstram significativas evoluções em suas práticas. Segundo a vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação da Natura, Ana Costa, “a solidez da nossa liderança é comprovada no âmbito do CSA, que atua como um mecanismo fundamental de transparência e mensuração, especialmente para empresas de capital aberto, e demonstra nossa liderança também em boas práticas de governança corporativa. Esse reconhecimento chancela a consistência da Natura em suas ações, sempre alinhada à estratégia de se tornar um negócio 100% regenerativo até 2050”.
Para a edição de 2026 do S&P Global Sustainability Yearbook, mais de 9.200 companhias foram avaliadas no CSA de 2025. Desse universo, apenas 848 companhias, abrangendo 59 segmentos distintos, foram selecionadas entre as com melhor desempenho para inclusão no anuário.
Abrangência na Amazônia
A avaliação da S&P Global – espécie de “termômetro” de sustentabilidade para investidores globais – destacou a performance da Natura em dimensões críticas para o planeta e a humanidade, como crise climática e biodiversidade. A empresa obteve pontuações máximas, com destaque para sua liderança na sociobioeconomia amazônica, onde já opera há mais de 25 anos em parceria com mais de 10 mil famílias agroextrativistas, e para o pioneirismo no uso de energia renovável em operações e logística.
A linha Natura Ekos destaca-se como principal representante das ações da empresa no Norte do Brasil, utilizando ativos biodiversos como castanha, patauá e ucuuba. Além disso, promove a repartição de benefícios com as comunidades locais, contribuindo para a sustentabilidade, regeneração e o movimento “Amazônia Viva”. Matéria da Folha de São Paulo mostra que, além de comprar o que é coletado, a marca passou a apoiar o processamento de matéria-prima no próprio local de extração, implantando pequenas agroindústrias à base de energia solar.
Em visita às instalações da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC), na Ilha de Marajó, no Pará, uma equipe de reportagem da Folha fez a seguinte constatação: “a estrutura industrial é de pequeno porte, mas o efeito multiplicador é imenso. A depender do tipo de produto, a venda da matéria-prima transformada em insumo aumenta a renda das famílias em até 60%”.
De acordo com a diretora de Sustentabilidade da Natura, Angela Pinhati, “gerar valor econômico para a região e para as comunidades ribeirinhas é a forma de trazer soluções para a transição climática. Esse arranjo até reforça o vínculo dos mais jovens. Essa fábrica, no geral, é tocada pela nova geração, que estava abandonando a mata. Os filhos dos cooperativistas costumam até fazer um curso técnico, porque essa pequena fábrica desenvolveu um novo nicho de trabalho. Precisa de um mecânico, um eletricista”.
Como outras empresas, a Natura tem metas climáticas já estabelecidas. Além de se tornar um negócio 100% regenerativo até 2050, pretende reduzir 42% das emissões até 2030, ser net zero até 2050 e também zerar, até 2030, os escopos 1 (emissões controladas pela empresa) e 2 (emissões que ela não controla para ter eletricidade, vapor, calor ou refrigeração).
Durante sua atuação na COP30, ocorrida pela primeira vez na Amazônia, em Belém (PA), a empresa reforçou seu compromisso com a justiça climática e o impacto social. Além disso, posicionou-se como Early Adopter dos padrões globais IFRS (International Sustainability Standards Board), nas normas IFRS S1 (requisitos gerais) e IFRS S2 (relacionadas ao clima), elevando o nível de transparência financeira em sustentabilidade.
Vale acrescentar que a ENGIE também se destacou no S&P Global Sustainability Yearbook 2026, ficando no Top 5% do setor elétrico global.







