O setor de turismo tem potencial para movimentar quase R$ 1 trilhão na economia brasileira em 2026. A projeção do Conselho Mundial de Viagens e Turismo indica que as atividades turísticas poderão representar 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, sustentar 8,3 milhões de empregos e contribuir para atrair investimentos estrangeiros.
O avanço do mercado tem atraído aportes financeiros constantes, com registros recentes de investimentos da rede portuguesa Vila Galé em Pernambuco. Com 40 anos de atuação e 15 hotéis no Brasil, a marca alcançou faturamento local de R$ 807 milhões em 2025, um aumento de 23% em relação ao ano anterior.
As operações da companhia no país são impulsionadas diretamente pelos próprios residentes. A rede hoteleira contabiliza que 88% dos hóspedes atuais são brasileiros. Para ampliar os negócios, a empresa inaugurou em São Luís, no Maranhão, uma nova unidade instalada em um edifício histórico recuperado.
A filial maranhense integra um investimento de R$ 100 milhões destinado a dois hotéis e cinco restaurantes. A abertura dos empreendimentos no estado coincidiu com o início das operações de uma ligação aérea direta entre Lisboa e São Luís.
O impacto do setor alcança o desenvolvimento de diversas regiões por meio da criação de postos de trabalho em múltiplas áreas. O fundador da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, afirmou que “jovens contratados para o primeiro emprego acabaram por construir carreiras e assumir responsabilidades dentro e fora do Brasil”. A interiorização das vagas beneficia agricultores, comerciantes, artesãos e pequenos empresários próximos aos locais turísticos.
A percepção externa sobre o país também melhora em decorrência do fluxo de visitantes. Uma pesquisa divulgada pela CNN Brasil atribuiu à reputação brasileira uma nota de 6,34 entre os estrangeiros, enquanto o segmento de turismo alcançou a marca de aproximadamente 7,1.
A manutenção desse cenário de crescimento exige a aplicação de recursos em infraestrutura por parte do Estado. O avanço constante da indústria de viagens requer melhores transportes, níveis adequados de segurança e expansão da formação profissional. As políticas públicas devem garantir a participação efetiva das comunidades locais na riqueza produzida para consolidar o desenvolvimento regional.







