Paris (França) – A hegemonia de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner nas últimas temporadas não causa em Jo-Wilfried Tsonga uma impressão capaz de colocá-los acima dos grandes nomes que marcaram a sua própria geração. Aos 41 anos, o francês rasgou elogios ao talento da dupla, mas ponderou se ambos teriam a mesma desenvoltura para acumular títulos na época de Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic, sem esquecer Andy Murray e Juan Martín del Potro.
“Alcaraz é um jogador realmente completo. Muito completo. Mas será que hoje ele é mais forte do que aqueles jogadores, mental e fisicamente? Não sabemos ao certo”, declarou o ex-top 5 mundial durante sua participação no podcast Univers Tennis.
Um cenário hipotético em Roland Garros
O tenista nascido em Le Mans chegou a imaginar uma campanha de Alcaraz em Roland Garros com cinco adversários de peso pelo caminho. “O que eu gostaria de ver era Alcaraz ganhar Roland Garros enfrentando Del Potro na terceira rodada, Murray nas oitavas, Djokovic nas quartas, Federer na semifinal e Nadal na final. Isso, sim, eu gostaria muito de ver”, comentou.
Jo-Wilfried Tsonga 🇫🇷 sur la comparaison entre Sinner/Alcaraz et le BIG 3
🗣️ « Ce que j’aurais aimé, c’est les voir affronter Del Potro au troisième tour, Murray en 1/8, Djokovic en 1/4, Federer en 1/2 et Nadal en finale. Ils ne sont que deux pour l’instant. » https://t.co/Ss2ki0bHli
— Univers Tennis 🎾 (@UniversTennis) October 19, 2025
Concorrência atual é menor, avalia o francês
Alcaraz já levantou o troféu de Roland Garros e reúne sete conquistas de Grand Slam, enquanto Sinner soma cinco e ainda persegue o primeiro no saibro parisiense. Mesmo diante dos números da dupla, Tsonga entende que a disputa nos dias de hoje é menor. “Hoje ele domina do começo ao fim e, entre aspas, são dois que estão lá em cima por enquanto”, acrescentou o francês.
Vitórias marcantes e a ausência de um Grand Slam
Um dos tenistas mais carismáticos de sua época, o francês derrotou Djokovic e Federer seis vezes cada um, Nadal quatro vezes, Murray três e Del Potro duas. Nem por isso conseguiu erguer um troféu de Grand Slam. Sua única final foi no Aberto da Austrália de 2008, quando acabou superado por Djokovic.
Dono de 18 títulos de simples, entre eles dois Masters 1000, o ex-profissional alcançou o quinto lugar do ranking e se despediu das quadras em 2022, em Roland Garros. Atualmente ele integra a organização do ATP 250 de Lyon, disputado em quadra sintética coberta, que acontece na próxima semana.







