De acordo com a TV BRICS, pesquisadores da Universidade Politécnica de Tomsk e da Universidade Estatal de Sevastopol, ambas localizadas na Rússia, criaram um procedimento de duas etapas para reciclar painéis solares que chegaram ao final de sua vida útil. O processo possibilita a obtenção de carboneto de silício, material empregado na fabricação de componentes de eletrônica de potência, cerâmica refratária, abrasivos e elementos de aquecimento. As informações foram divulgadas pela instituição de Tomsk.
Para avaliar o método, a equipe utilizou um painel solar policristalino. Inicialmente, o material passou por pirólise a 500 °C para isolar o silício da camada de polímero. Na sequência, o material rico em silício foi misturado com carbono técnico e exposto a um arco elétrico sem vácuo, a 1.800 °C. Todo o procedimento durou aproximadamente um minuto.
Conforme explicou a pesquisadora Zhanar Bolatova, uma das autoras do estudo e assistente do Departamento de Ciência dos Materiais da Universidade Politécnica de Tomsk, a pirólise possibilitou remover os polímeros, gerar um resíduo sólido de carbono e recolher os produtos gasosos. Essa fase também diminuiu a quantidade de impurezas e ampliou a concentração de carboneto de silício no produto final.
Resultados obtidos
Os cientistas verificaram que o aumento da proporção de carbono na mistura inicial, de 0% para 30%, elevou o teor de carboneto de silício no produto final de 46% para 61%. Simultaneamente, o teor de silício livre recuou de 19,7% para 8,3%, enquanto o dióxido de silício permaneceu em níveis residuais.
Esse método pode favorecer a reciclagem de painéis solares depois de encerrada sua vida útil, estimada entre 20 e 30 anos, permitindo converter os resíduos em um material de maior valor agregado.






