Municípios de todo o Brasil estão realizando a etapa prática da capacitação em fluxo digital para a produção de próteses dentárias no Sistema Único de Saúde (SUS). A formação prepara cirurgiãs e cirurgiões-dentistas, além de técnicas e técnicos em prótese dentária, para operar os equipamentos que compõem a estratégia de qualificação da saúde bucal no país.
Os combos de saúde bucal digital incluem scanner intraoral — responsável por gerar imagens de alta precisão do interior da boca —, notebook, softwares de planejamento, impressoras 3D, equipamentos de lavagem e pós-cura (etapa fundamental para o acabamento final da peça após a impressão 3D), nobreak e resinas específicas para diferentes tipos de próteses.
“A proposta é que a entrega dos equipamentos seja acompanhada pela qualificação dos profissionais responsáveis por utilizá-los, contribuindo para que eles sejam incorporados efetivamente à rotina dos serviços”, destaca o coordenador-geral de Saúde Bucal, Edson Lucena.
A iniciativa busca assegurar que a incorporação das novas tecnologias resulte, na prática, em maior capacidade de produção, agilidade e qualidade na reabilitação oferecida à população. As próteses confeccionadas são destinadas aos usuários do SUS, incluindo as participantes do Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.
A entrega dos equipamentos que compõem os combos de fluxo digital e a realização das oficinas ocorrem de forma gradual. Até o momento, 316 municípios já receberam os equipamentos. Ao todo, serão entregues 500 kits a 409 municípios, sendo que alguns receberão mais de um kit, conforme o porte populacional e a necessidade de ampliação da capacidade de atendimento.
Mais sobre a qualificação
A capacitação é destinada aos profissionais indicados pelos estados e municípios contemplados com os equipamentos. São dois profissionais vinculados a cada combo, prioritariamente aqueles que atuarão diretamente na implantação e na operacionalização dos combos de saúde bucal digital nos serviços do SUS.
A qualificação começa pela etapa teórica, disponível em formato virtual, para os municípios que já receberam os equipamentos necessários. A conclusão dessa etapa é requisito para a participação na fase prática, que ocorre em seguida, de forma presencial nos territórios, e é ministrada por professores da Universidade Federal de Uberlândia, parceira do projeto.
Como funciona o fluxo digital
O processo tem início ainda no atendimento odontológico, com o uso do scanner intraoral, que captura digitalmente as estruturas bucais e gera um modelo tridimensional. Em seguida, a prótese é planejada em software específico e, posteriormente, produzida por impressão 3D.
Após a impressão, são realizadas as etapas de lavagem, pós-cura, acabamento, caracterização, ajustes e instalação clínica. A incorporação dessas tecnologias reduz etapas convencionais, diminui as possibilidades de erros e retrabalho, além de tornar o processo de produção das próteses mais ágil.







