O Espírito Santo progride na consolidação de um ecossistema de inovação direcionado ao agronegócio, por meio de iniciativas que buscam aproximar tecnologia, pesquisa, empreendedorismo e o setor produtivo. O andamento dos projetos foi exposto nesta segunda-feira (21), em reunião do Comitê Gestor do Ecossistema de Inovação do Agro Capixaba, realizada na sede da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).
Uma das frentes é o Agro InventorES, que contabilizou 34 inscrições de soluções criadas para enfrentar os desafios do meio rural. Após as etapas iniciais de triagem, sete invenções continuam sob avaliação de especialistas, os quais examinam potencial de aplicação, mercado e viabilidade de comercialização. Ao final do processo, cinco serão selecionadas para seguir na estruturação de planos de negócio. “Existem muitos inventores no meio rural que convivem diariamente com os desafios do campo e desenvolvem soluções criativas, mas que permanecem invisíveis por falta de apoio, conexões e oportunidades”, declara o secretário Enio Bergoli. Na visão dele, a iniciativa pode converter os chamados “professores pardais” do campo em protagonistas da inovação capixaba.
Outra iniciativa é o Rotas Rurais ES, que já mapeou por geolocalização 33.900 propriedades e porteiras, aproximadamente 27% das 125.152 previstas no levantamento. O projeto também proporcionou a criação de 10.373 endereços rurais digitais e o roteamento de 3.330,4 quilômetros de novas vias, abrangendo trechos que não apareciam nas bases cartográficas convencionais. O objetivo é expandir a infraestrutura digital de localização das propriedades e simplificar o acesso a informações sobre o território rural.
No plano internacional, o BRAVI – Brazilian AgriFoodTechs Innovation in Italy escolheu 11 startups, oito das quais capixabas, para uma missão à Itália entre 2 e 11 de novembro. A agenda contempla participação na Ecomondo e reuniões com integrantes do ecossistema italiano de inovação e negócios. O comitê também monitora o Mapeamento e Monitoramento do Ecossistema de Inovação do Agro Capixaba, que tem início em 28 de setembro e deve coletar informações sobre startups, ambientes de inovação, investidores e demais atores do segmento. A primeira entrega está programada para dezembro.
Na avaliação de Rodrigo Varejão, diretor-geral da Fapes, a articulação entre os diversos participantes é essencial para que as soluções desenvolvidas encontrem caminho até o mercado. “É fundamental conectar produtores, inventores, instituições de pesquisa, empresas, ambientes de inovação e instrumentos de financiamento”, ressalta. A atuação colaborativa também foi enfatizada por Guilhermo Recla, gerente de Planejamento Rural da Seag, segundo o qual a aproximação entre quem gera conhecimento, desenvolve tecnologia e opera no campo cria condições para que as inovações sejam absorvidas pelo setor produtivo.







