De acordo com o IBGE, em levantamento divulgado nesta quarta-feira (23/9), o percentual de pessoas com trabalho formal — com carteira assinada ou atuando por conta própria com empresa registrada — atingiu o maior patamar da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.
A trajetória dos empregos com carteira assinada é de expansão, conforme o IBGE: a formalização no mercado de trabalho brasileiro avança, porém ainda não superou o pico de 2014. O percentual de empregados do setor privado com carteira assinada cresceu de 39,2% em 2012 para 40,2% em 2014, o máximo da série. A partir de 2015, a categoria passou a perder participação entre os trabalhadores ocupados. Em 2023, voltou a crescer e permaneceu estável em 2024, representando 37,4% da população ocupada. Já em 2025, alcançou 37,8%, com contingente de 38,9 milhões de trabalhadores, o maior da série.
Entre os trabalhadores por conta própria, a tendência de formalização também se consolida nos últimos anos. Em 2024, o contingente de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ somou 33,6%, um avanço ante os 33,0% de 2023. Em 2025, o crescimento se consolidou, chegando ao patamar inédito de 35,0%, o maior percentual de formalização desses empreendimentos em toda a série histórica iniciada em 2012 (24,0%), diz o IBGE.
Empreendedoras e empregadoras
Segundo a pesquisa, há predominância de mulheres à frente de negócios com ao menos um empregado ou uma empregada. Ao longo de toda a série histórica, a taxa de cobertura no CNPJ das mulheres que empregam outras pessoas permaneceu acima dos 80%, partindo de 82,4% em 2012, alcançando o topo de 87,6% em 2015 e fechando 2025 em 85,8%. Em contrapartida, os empregadores homens operam em patamar inferior. O indicador masculino iniciou o período em 73,1% (2012), teve o melhor momento em 2015 (80,6%) e mostrou retomada do crescimento nos dois últimos anos da série, passando de 78,1% em 2024 para 79,0% em 2025. Essa configuração reforça que, independentemente do porte ou da natureza do empreendimento autônomo, a força de trabalho feminina exibe maior propensão à formalização institucional no mercado brasileiro.
Cresce a taxa geral de ocupação
Em 2025, a população ocupada atingiu sua maior estimativa, alcançando 103,0 milhões de trabalhadores. Esse contingente representou acréscimo de 1,7% em relação a 2024 (101,3 milhões de pessoas) e de 15,4% frente à população de 2012 (89,3 milhões de pessoas).
A população em idade de trabalhar expandiu 0,8% em relação a 2024, estimada em 174,1 milhões de pessoas em 2025. Com o avanço simultâneo das duas populações, porém com maior elevação na população ocupada, o nível da ocupação foi estimado em 59,1% da população em idade de trabalhar, o maior da série desde 2012.






