As principais bolsas europeias fecharam a quarta-feira (23) em território negativo, depois que uma abertura mais favorável deu espaço à cautela provocada pela recuperação dos preços do petróleo e pelas tensões entre Estados Unidos e Irã. O pregão também registrou perdas em papéis de tecnologia, seguradoras e montadoras.
Em Londres, o FTSE 100 exibiu variação negativa de 0,03%, a 10.705,26 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,59%, encerrando a 25.426,79 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,39%, aos 8.123,41 pontos.
Na Bolsa de Milão, o FTSE MIB perdeu 0,21%, fechando a 51.987,49 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 0,48%, aos 19.659,20 pontos, e, em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,25%, terminando a 9.632,44 pontos. Os números são preliminares.
PMI reforça atenção aos juros
Os indicadores de atividade econômica estiveram no radar dos investidores, com destaque para o índice de gerentes de compras (PMI) da zona do euro. O indicador subiu para 53,1 pontos em setembro, superou as projeções e atingiu o maior patamar em 41 meses.
Na Alemanha, o PMI alcançou 53,8 pontos, maior nível em 11 meses. O Reino Unido, por sua vez, seguiu trajetória distinta: o PMI composto recuou mais do que o previsto, para 51,7 pontos.
A melhora da atividade na zona do euro também ampliou o foco sobre os próximos movimentos da política monetária. A Berenberg avalia como quase inevitável um novo aumento de 25 pontos-base nos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) até dezembro. Já a Capital Economics destacou a aceleração dos preços de insumos e de venda.
Tecnologia, seguros e montadoras pressionam
Entre os papéis negociados em Frankfurt, a Infineon recuou 2,39%, em um pregão de fraqueza para o setor de tecnologia, que cedeu 0,02%. A seguradora Allianz sofreu perda mais expressiva, de 3,70%.
A Allianz acompanhou a pressão sobre empresas vistas como mais expostas ao avanço de agentes de inteligência artificial (IA), que podem facilitar para os consumidores a troca de fornecedores. No segmento de telecomunicações, a Deutsche Telekom caiu 0,74%, a Orange perdeu 1,77% em Paris e a Vodafone recuou 0,96% em Londres.
As montadoras alemãs também pressionaram o DAX, com a Volkswagen anotando desvalorização de 2,26%.
Petrolíferas avançam na contramão
O comportamento foi distinto entre as companhias ligadas ao petróleo, favorecidas pela recuperação da commodity e pelas preocupações com a oferta de derivados.
A Repsol subiu 3,39% em Madri, enquanto a Galp ganhou 2,79% em Lisboa e a Neste avançou 3,24% em Helsinque. O movimento ocorreu depois que Donald Trump admitiu avaliar a imposição de restrições às exportações de diesel dos Estados Unidos.
Em Zurique, o UBS encerrou a sessão em queda de 1,44%, após o Senado suíço aprovar uma proposta para suavizar novas exigências de capital aplicáveis à instituição.







