O interesse pelo público ao redor dos jatos de Vorcaro diminuiu. Não importa mais quem viajou mais ou menos; o fato é que muitos estavam a bordo. Entre a extrema direita, apenas Fabrício Queiroz não fez uso dos aviões do mafioso.
A CPI do Crime Organizado, sem sucesso, já tinha em mãos informações sobre os passageiros. Do Supremo Tribunal Federal, estiveram presentes nomes como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques.
A lista de políticos inclui Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Ciro Nogueira, Fábio Farias, Antonio Rueda e Cláudio Castro, entre inúmeros outros.
Não foi identificado nenhum membro do PT ou do governo Lula. No entanto, toda a direita tinha passagem garantida nos jatos do mafioso. Todos fumavam charutos e brindavam com uísque ao lado de Vorcaro, incluindo Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, que expressou gratidão em Nova York, em 2024, pelo patrocínio do banqueiro a um evento da organização dos irmãos Marinho.
A Globo mantinha uma relação amistosa e de colaboração com Vorcaro. O canal recebia compensação financeira para permitir que Vorcaro se manifestasse em suas ocasiões. A promiscuidade das festas com trajes formais e o uso de jatinhos foi destacada, pois o foco agora se deslocou. A nova pauta é a moralista, que transformou o fascismo em uma patrulha indesejada da vida alheia.
Este tema, que carece de formalidade, causa desconforto ao bolsonarismo, que promove a ideia da família como uma farsa. O conteúdo das capas dos jornais revela que os celulares de Vorcaro possuem aproximadamente 5 mil registros, que variam entre imagens íntimas e conteúdo sexual explícito.
Participar de voos e festas vestindo roupas formais já não é mais considerado um escândalo. Atualmente, a maior preocupação reside nas imagens que expõem quem esteve em trajes íntimos nas festas do banqueiro.







