Caparaó Capixaba se destaca no agronegócio do ES com cafés especiais e turismo rural

O segmento agropecuário representa 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo e emprega 33% da população economicamente ativa do estado. Com uma forte presença da agricultura familiar, a região capixaba se destaca como líder nacional na produção de café conilon — respondendo por mais de 75% do total nacional — além de mamão, pimenta-do-reino e gengibre.

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Na área do Caparaó Capixaba e no Sul do estado, o perfil produtivo é distinto devido às características geográficas, priorizando a cafeicultura de arábica em altitudes elevadas, a pecuária leiteira e a diversificação de culturas.

Em altitudes superiores a 900 metros e com relevo irregular, a agricultura familiar tem se dedicado ao cultivo de cafés finos da variedade Coffea arabica. A região possui o selo oficial de Denominação de Origem (DO) Caparaó, que atesta a influência do terroir e dos métodos artesanais na qualidade do grão. Este selo abrange 10 municípios do Espírito Santo e seis de Minas Gerais.

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Denominação de Origem no Caparaó

Para obter o registro com QR Code, os lotes são submetidos a avaliações físicas e sensoriais conforme o protocolo da Specialty Coffee Association (SCA), requerendo pontuações superiores a 80 ou 85 pontos, além do cumprimento das normas ambientais e trabalhistas. A colheita manual e a utilização de terreiros suspensos asseguram as características do produto.

A produção de café se integrou ao setor de serviços, especialmente no contexto do turismo rural, através do Roteiro “Experiência com Cafés de Origem Caparaó”, lançado com apoio do Sebrae/ES. Essa rota abrange municípios como Iúna, Irupi, Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço e Ibitirama, proporcionando experiências de colheita, workshops de torra e hospedagem rural. A região ainda destaca a Rota Cafés de Muniz Freire e o distrito de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, que serve como entrada para o Parque Nacional do Caparaó.

Bacia leiteira e agroindústria no Sul

A pecuária leiteira constitui a segunda maior atividade econômica da região sul do Espírito Santo e Caparaó Capixaba. O município de Muniz Freire se destaca na captação e produção de laticínios, além de cultivar hortaliças e frutas. Cachoeiro de Itapemirim é o líder do PIB do agronegócio em valor agregado na região, funcionando como um centro de processamento de carne e leite. Enquanto isso, Jerônimo Monteiro se especializa na citricultura e no fornecimento de mudas certificadas.

Área de lazer rural à beira de um lago com um quiosque de telhado colonial abrigando um balanço de madeira com crianças e adultos, cercado por gramado e vegetação de montanha.

O parque industrial é composto pela cooperativa Selita, em Cachoeiro de Itapemirim, e pela fábrica Porto Alegre, localizada em Rio Novo do Sul, além de cooperativas locais como Colagua, Colamisul e Cavil. O escoamento dos produtos acontece principalmente pelas rodovias BR-101 e BR-482. O setor possui uma capacidade industrial instalada de quase 2 milhões de litros por dia, comparada à captação média estadual de 1,1 milhão de litros/dia.

Diversificação agrícola

Diversas atividades foram integradas à matriz produtiva local com o intuito de mitigar riscos econômicos:

Floricultura de altitude: Guaçuí emergiu como um polo no cultivo de espécies tropicais e de clima temperado.

Fruticultura litorânea: Marataízes e Presidente Kennedy destacam-se na produção de abacaxi capixaba.

Plano de Crédito Rural 2026/2027

Para a safra 2026/2027, o Governo do Estado destinou R$ 10 bilhões no Plano de Crédito Rural do Espírito Santo. Os recursos incluem R$ 3,4 bilhões para a agricultura familiar (Pronaf) e R$ 6,6 bilhões para médios e grandes produtores.

Paisagem rural com montanhas ao fundo, vales verdes, pequenas propriedades e estradas de terra na Região do Caparaó.

Os fundos das linhas de crédito visam à renovação de lavouras e melhorias pós-colheita na cafeicultura de arábica:

Pronaf Investimento: Taxas de juros variando de 2,75% a 4% ao ano, com prazos de até 84 meses e carência de até 24 meses pelo Banestes.

Pronamp: Disponível para produtores com renda bruta anual de até R$ 2,4 milhões, para custeio e infraestrutura.

Crédito de Comercialização: Financiamento para estocagem do grão por um período de até 12 meses.

Linhas para a pecuária de leite

O financiamento visa à automação do manejo e recuperação de áreas:

Pronaf Mais Alimentos: Limite de R$ 250 mil por ano agrícola, com juros de 3% ao ano para aquisição de equipamentos e pastagens.

Renovagro: Direcionado para a recuperação de solos degradados em encostas e sistemas de integração.

Custeio Pecuário: Recursos destinados a insumos operacionais e manejo do rebanho.

A elaboração dos laudos técnicos e projetos necessários para acessar os financiamentos junto aos bancos é feita nos escritórios do Incaper em cada município.

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Redação
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