O Irã quer indenização por derramamento de petróleo e danos ambientais no Golfo Pérsico. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que os países que utilizam o Estreito de Ormuz têm “obrigação legal” e “moral” de r.
Neste domingo, os preços do petróleo avançaram, e o Brent ultrapassou US$ 107 por barril em razão das tensões no Oriente Médio. A Arábia Saudita interrompeu um oleoduto depois de um ataque, enquanto um navio foi atingido no Estreito de Ormuz. Omã postergou uma reunião com Irã, Iraque e nações do Golfo sobre a navegação na área. O ministro omani destacou a busca por consenso. Donald Trump demonstrou otimismo quanto à resolução das tensões com o Irã e citou a disposição de Teerã para um acordo.
Neste domingo, 13, os preços do petróleo registraram forte alta, e o Brent retornou ao patamar acima de US$ 107 por barril, em um cenário de crescentes tensões no Oriente Médio e receio de que o conflito afete o fornecimento mundial da commodity.
O Brent do Mar do Norte, principal referência internacional do mercado petrolífero, com vencimento em novembro, subia 2,8% nos negócios asiáticos, cotado a US$ 107,54 por barril.
O petróleo americano WTI, por sua vez, com entrega em outubro, avançava 2,3%, a US$ 102,34 por barril.
Ambos os contratos amplificavam os ganhos observados na semana anterior, quando voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril.
O mercado segue atento ao Oriente Médio por causa dos riscos que pairam sobre as principais rotas de exportação de petróleo da região.
A Arábia Saudita teve de fechar temporariamente o oleoduto Leste-Oeste depois de um ataque com drones. No domingo, um navio mercante também foi atingido no Estreito de Ormuz, matando uma pessoa, conforme autoridades iranianas.
Antes do conflito, a travessia do Estreito de Ormuz era livre. O Irã, no entanto, começou a exigir que as embarcações peçam autorização para cruzar a rota e estuda a cobrança de um pedágio.
Encontro sobre navegação no Estreito de Ormuz é adiado
O governo de Omã informou neste domingo, 13, que foi adiada a reunião com representantes do Irã, do Iraque e de países do Golfo, marcada para segunda-feira, 14, em Salalah. Entre os temas centrais do encontro estaria a navegação pelo Estreito de Ormuz.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, declarou no X que o encontro foi postergado “no interesse do consenso”. Segundo ele, Omã continua comprometida em promover um diálogo que apoie a estabilidade e uma cooperação duradoura na região. Omã atua como um dos mediadores do conflito.
O Ministério das Relações Exteriores de Omã acrescentou que o encontro ocorrerá em uma data posterior, sem informar quando. Conforme a pasta, a decisão visa assegurar condições apropriadas para um diálogo construtivo, capaz de alcançar entendimentos sustentáveis e de apoiar a segurança e a estabilidade na região.
A reunião fazia parte dos esforços diplomáticos para debater uma solução regional para a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para as exportações mundiais de petróleo, em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio.
Mais cedo neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que as tensões com o Irã podem terminar em breve e afirmou que Teerã está “ávida por um acordo”. Perguntado sobre uma possível aproximação dos países do Golfo com o governo iraniano, Trump declarou não se opor e chamou a decisão de escolha soberana dessas nações.







