Com o feriado de 7 de setembro caindo em uma segunda-feira, a expectativa é que muitos tutores aproveitem o fim de semana prolongado para viajar, visitar parentes ou passar mais tempo fora de casa. Essa alteração na rotina, porém, pode deixar cães e gatos mais vulneráveis a situações como intoxicações, fugas, atropelamentos, traumas, crises gastrointestinais e desidratação.
Especialistas em saúde veterinária alertam que grande parte desses incidentes pode ser evitada com atitudes simples tanto antes da saída quanto durante a estadia no local de destino. Muitos riscos surgem quando o animal tem contato com alimentos desconhecidos, circula por um ambiente que não conhece ou passa por uma viagem sem o devido preparo. Planejar o transporte, checar a segurança do local e saber onde buscar ajuda são fatores que fazem a diferença em uma emergência.
É fundamental que cães e gatos utilizem coleira com plaquinha de identificação e telefone do tutor, mesmo os que já possuem microchip. Antes de permitir que o animal circule livremente em uma casa, pousada ou sítio, é indispensável inspecionar portões, telas, muros e possíveis rotas de fuga. Em ambientes desconhecidos, o pet pode se assustar e tentar retornar para casa, aumentando o risco de se perder.
Transporte e viagem segura
- Segurança no veículo: Cães devem viajar utilizando cinto de segurança específico ou acomodados em uma caixa de transporte adequada, enquanto os gatos precisam permanecer na caixa durante todo o trajeto.
- Infrações de trânsito: Levar o animal no colo ou entre os braços e pernas do condutor é infração média. Transportá-lo nas partes externas do veículo é infração grave, sujeita à retenção do automóvel.
- Deslocamentos longos: É recomendável programar paradas seguras para oferecer água e permitir que o cão se movimente. Medicamentos para enjoo, calmantes ou sedativos só devem ser administrados mediante orientação de um profissional.
- Bagagem essencial: Leve quantidade suficiente de medicamentos de uso contínuo, carteira de vacinação, receitas, ração habitual, potes, itens de higiene e contatos de hospitais veterinários que funcionem 24 horas nas proximidades do destino.
Alimentação e riscos de intoxicação
A troca repentina de ração ou a oferta de alimentos diferentes pode desencadear vômitos, diarreia e desconforto abdominal. Ossos, espetos, comidas gordurosas e preparações temperadas não devem ser oferecidas aos animais. Chocolate, uvas, uvas-passas, cebola, alho, bebidas alcoólicas e produtos adoçados com xilitol também são capazes de provocar intoxicações graves.
Lixeiras e sacos de resíduos precisam ser mantidos fechados, já que ossos e espetos descartados podem causar engasgos, perfurações e obstruções no sistema digestório.
Atenção: Mesmo porções pequenas podem representar perigo, dependendo do alimento, do porte do animal e das condições de saúde dele. Em caso de ingestão acidental, o tutor não deve induzir o vômito nem administrar qualquer medicamento por conta própria.
Cuidados com calor e passeios
- Horários adequados: Os passeios devem ocorrer nos horários mais amenos do dia, preferencialmente antes das 10h e depois das 16h.
- Teste do solo: Antes de sair, encoste a mão no chão para verificar a temperatura. Asfalto e areia muito aquecidos podem causar queimaduras graves nas patas.
- Hidratação e sombra: Água fresca e sombra devem estar disponíveis o dia inteiro.
- Carros: O animal jamais deve ser deixado sozinho dentro do veículo, ainda que com as janelas parcialmente abertas ou por poucos minutos.
Sons altos e bem-estar emocional
Fogos de artifício e outros ruídos intensos podem provocar medo, tentativas de fuga e acidentes. A recomendação é manter o pet em um local protegido, com portas e janelas fechadas, objetos conhecidos e sons ambiente que minimizem o impacto do barulho. O animal não deve ser amarrado, deixado sozinho em áreas externas ou forçado a interagir enquanto estiver assustado.
Sinais de alerta e emergências
Vômitos repetidos, diarreia com sangue, dificuldade para respirar, tremores, convulsões, desmaios, sangramentos, abdômen distendido, dificuldade para urinar, fraqueza acentuada e suspeita de intoxicação demandam avaliação veterinária imediata. Atropelamentos, quedas e outros traumas também exigem atendimento, mesmo sem ferimentos visíveis.
Em caso de emergência, mantenha o animal em segurança, evite medicações caseiras e dirija-se rapidamente a um hospital veterinário. Se houver suspeita de intoxicação, levar a embalagem ou uma imagem do produto ingerido pode auxiliar a equipe no atendimento.
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