Cada viagem ao Brasil movimenta muito mais do que malas e passageiros. Da hospedagem à gastronomia, dos passeios ao comércio, os desembolsos dos visitantes estrangeiros atravessam diversas áreas da economia nos destinos brasileiros. Entre janeiro e julho de 2026, os turistas internacionais deixaram US$ 6,543 bilhões no país, alta de 9,4% frente ao mesmo intervalo de 2025, quando o total alcançou US$ 5,977 bilhões.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (27) pelo Banco Central. Apenas em julho, os gastos dos visitantes de outros países no Brasil atingiram US$ 899 milhões, montante que circula por diferentes setores ligados à atividade turística.
Na avaliação do presidente da Embratur, Bruno Reis, os números revelam a relevância econômica do fluxo turístico internacional. “Quando um turista internacional escolhe o Brasil, o impacto dessa viagem alcança diferentes pontos da economia. Os US$ 6,5 bilhões movimentados nos primeiros sete meses mostram a dimensão dessa cadeia e, com diversificação na promoção de destinos, o turismo internacional contribui para a circulação de recursos em distintas atividades em várias regiões do país”, destaca.
Chegadas internacionais
O movimento econômico acompanha o fluxo de viajantes que cruzam as fronteiras para conhecer os destinos brasileiros. Entre janeiro e julho de 2026, o país recebeu cerca de 6 milhões de turistas internacionais. Nesse período, as chegadas por via aérea cresceram 12% na comparação com os primeiros sete meses de 2025.
Os aeroportos foram a principal porta de entrada desses visitantes. O modal aéreo respondeu por mais de 68% das chegadas internacionais registradas entre janeiro e julho. No recorte somente de julho, essa participação superou 77% do fluxo de estrangeiros que ingressaram no território nacional.
A relevância do transporte aéreo também reforça o papel da conectividade internacional no deslocamento desses viajantes, aproximando os destinos brasileiros de diferentes mercados emissores.






