A primeira-dama Janja Lula da Silva manifestou-se em defesa da ampliação do acesso à saúde mental para mulheres, durante o lançamento do novo serviço de teleatendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), direcionado a vítimas de violência e a cuidadoras de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Janja destacou que o acompanhamento psicológico pode evitar tragédias e observou que o Brasil demorou a reconhecer a relevância da saúde mental. Para ela, a nova ferramenta representa um avanço no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade.
A primeira-dama também citou outras iniciativas do SUS voltadas às vítimas de violência, como o programa de reconstrução dentária e facial, mas ressaltou que gostaria que esse tipo de atendimento não fosse necessário. Na visão dela, o foco deve estar na prevenção para que mulheres não sejam alvo de agressões.
Em seu discurso, Janja lembrou que a maioria dos casos de violência ocorre dentro de casa, defendeu que o enfrentamento ao feminicídio seja uma responsabilidade de todo o Estado e afirmou que os homens também precisam assumir seu papel no combate à violência contra as mulheres.
Por fim, a primeira-dama fez um apelo para que o novo serviço seja amplamente divulgado. Segundo ela, não basta disponibilizar a ferramenta. Janja defendeu o uso das redes sociais e de diferentes canais de comunicação para que mulheres em situação de violência e mães atípicas saibam como acessar o atendimento psicológico do SUS.






