As coletas para o estudo sobre o DNA do pó preto na Grande Vitória em 2026 já estão em andamento sob a coordenação do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Oficialmente chamado de Estudo de Caracterização de Fontes de Material Particulado, o levantamento busca responder a uma das maiores demandas históricas da população capixaba: identificar com precisão a origem da poeira sedimentável e das partículas finas que atingem os municípios da região metropolitana. A etapa de amostragem segue até março de 2027 e será acompanhada de perto por fiscalizações trimestrais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).
O anúncio oficial do início dos trabalhos aconteceu durante reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Ales, presidida pelo deputado estadual Fabrício Gandini. A pesquisa integra uma condicionante ambiental vinculada à mineradora Vale e conta com a cooperação de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A metodologia científica consiste na comparação entre o material capturado nas estações da Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar (RAMQAr) e as amostras recolhidas diretamente nas potenciais fontes emissoras.
Avanço da coleta de amostras
A investigação sobre o DNA do pó preto na Grande Vitória em 2026 já concluiu a fase de coleta de amostras em canteiros da construção civil, pilhas de materiais estocados e vias públicas. Agora, as equipes técnicas avançam para a amostragem diretamente nas chaminés das grandes indústrias da região, além de recolherem amostras de solo e do pó proveniente da varrição urbana.
Conforme o analista ambiental do Iema, Takahiko Hashimoto Júnior, o estudo analisa tanto a poeira sedimentável (o pó preto visível) quanto o material particulado fino (PM2,5) — partículas minúsculas suspensas no ar que merecem atenção redobrada da saúde pública por conseguirem penetrar profundamente no sistema respiratório. Após a conclusão das coletas em 2027, as amostras passarão por processamento em laboratórios especializados, com previsão de entrega do relatório final em até dois anos.
Fiscalização trimestral e novo inventário de emissões
Para garantir transparência e permitir que a sociedade acompanhe o andamento da pesquisa, a Comissão de Meio Ambiente da Ales realizará reuniões periódicas a cada três meses com as instituições e pesquisadores envolvidos.
“Essa é uma demanda histórica. Queremos entender cada etapa, os desafios e a metodologia utilizada. A Comissão vai acompanhar esse trabalho de três em três meses até que tudo esteja devidamente concluído”, destacou o deputado Fabrício Gandini.
Paralelamente ao estudo, o Iema finaliza os termos de referência para contratar o novo Inventário de Emissões Atmosféricas da Grande Vitória, atualizando a última medição realizada em 2015. A ferramenta mapeará as contribuições poluidoras de veículos, portos, ferrovias, aeroporto, aterros sanitários e atividades industriais, fornecendo dados atualizados para balizar novas políticas públicas de controle ambiental.
Resumo da pesquisa na Grande Vitória:
- Objeto do estudo: Estudo de Caracterização de Fontes de Material Particulado (DNA do Pó Preto e PM2,5).
- Período de coleta: em andamento até março de 2027.
- Instituições envolvidas: Iema, Ufes, UFMG e Vale (condicionante ambiental).
- Fontes analisadas: chaminés industriais, construção civil, tráfego veicular, pilhas de minério/carvão, solo e varrição.
- Acompanhamento: reuniões de fiscalização trimestrais na Assembleia Legislativa (Ales).







