O início do jogo, assim como dois dias antes, não foi promissor. João Fonseca teve um desempenho baixo nos primeiros saques, cometeu erros não forçados em sequência e enfrentou pressão em três games de serviço consecutivos. No último deles, sofreu uma quebra. A vantagem de Casper Ruud poderia ter sido maior, mas o norueguês também não estava em uma noite excepcional. Quando chegou a 4/2, deu uma brecha para o brasileiro. Fonseca acertou duas esquerdas triunfantes, devolveu a quebra e empatou a parcial.
Fonseca também se encontrou 5/3 atrás no tie-break, mas iniciou uma reação com uma direita vencedora e, ao sacar em 7/6, converteu o segundo set point: 7/6(6). Até aquele momento, haviam sido 18 erros não forçados do jogador carioca. Um número elevado, longe do ideal. Entretanto, sempre que esteve em “estado de emergência”, o carioca reagiu como um bom paramédico: com respostas rápidas e eficientes, estabilizando o “paciente” – que era ele mesmo.
O enredo se repetiu. Assim como na quarta-feira, contra Stefanos Tsitsipas, Fonseca iniciou o segundo set quebrando o saque do adversário e criando uma margem de vantagem. Jogou com mais liberdade e cometeu menos erros, oferecendo poucas oportunidades em seus games de serviço. Ruud não conseguiu encontrar um caminho de volta. Teve uma pequena chance no nono game, com João sacando em 5/3 e 15/30, mas cometeu um par de erros e não conseguiu aproveitar. João se manteve firme e fechou a conta por 7/6(6) e 6/3.






