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O Espírito Santo está se preparando para avançar no monitoramento da poluição do ar por meio de uma colaboração entre o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran|ES). Este convênio possibilitará a criação de um sistema que irá calcular automaticamente as emissões de poluentes geradas pelos veículos que transitam no estado.
A proposta foi revelada durante uma reunião da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), que é presidida pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Pode), o qual monitora regularmente as iniciativas de fiscalização e controle da qualidade do ar.
Conforme o analista de Meio Ambiente do Iema, Takahiko Hashimoto Júnior, o instituto oferecerá suporte técnico ao Detran na elaboração da ferramenta.
“O intuito é estruturar um sistema que permita ao Detran efetuar esses cálculos de forma automatizada. Trata-se de uma medida inovadora. Poucos estados brasileiros disponibilizam esse tipo de informação”, declarou.
Relatório mede emissões da frota
O trabalho fundamenta-se no Relatório Anual de Emissões Veiculares, desenvolvido pelo Iema, que calcula a quantidade de poluentes lançados na atmosfera por automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus que estão em circulação no Espírito Santo.
O levantamento abrange não apenas os gases emitidos pelos escapamentos, mas também as partículas geradas pelo desgaste de freios e pneus, além da evaporação de combustíveis.
Para efetuar os cálculos, o instituto emprega dados da frota registrada no estado e metodologias internacionais adequadas à realidade brasileira, utilizando fatores de emissão elaborados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
Segundo Takahiko, a versão do relatório referente a 2024 deve ser lançada nas próximas semanas.
Dados orientam políticas públicas
De acordo com o Iema, o monitoramento facilita o acompanhamento da evolução da poluição resultante dos veículos e apoia a formulação de políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade do ar.
Os relatórios gerados nos últimos anos indicam uma diminuição gradual das emissões, consequência do avanço tecnológico da frota, da implementação de normas mais rigorosas para veículos novos e da melhoria na qualidade dos combustíveis.
Durante a reunião, o deputado Fabrício Gandini solicitou maior transparência na apresentação dessas informações.
“Quais são os resultados desses relatórios? A sociedade ainda não teve acesso a eles”, indagou o parlamentar.
Ao término do encontro, Gandini reafirmou que o monitoramento das iniciativas relacionadas ao controle da poluição do ar continuará sendo uma das prioridades da comissão.
“Nosso compromisso é acompanhar de perto essas iniciativas, exigir transparência e assegurar que o Estado disponha de mais informações que orientem políticas públicas que aprimorem a qualidade do ar e respeitem a saúde da população”, concluiu.
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