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O juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, responsável por julgar o caso do atropelamento e falecimento da estudante Luísa Lopes, prestou uma homenagem à vítima durante o tribunal do júri realizado nesta quinta-feira (6) no Fórum Criminal de Vitória.
Luísa faleceu após ser atropelada pela corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira em abril de 2022. Adriana foi sentenciada a 28 anos de prisão por homicídio consumado e embriaguez ao volante.
Ao proferir a sentença que condenou Adriana, o juiz expressou o desejo de que a trajetória de vida de Luísa não ficasse apenas associada à tragédia, mas também à maneira como viveu e impactou a vida de outras pessoas.
Que a memória de Luísa permaneça, assim, como um propósito superior à tragédia, semelhante a um raio de sol nascido em suas músicas prediletas, que sua lembrança sirva para iluminar os caminhos e inspirar a prudência. E que o recorde daquele último sorriso e daquele beijo de despedida que parecia marcar apenas mais um dia comum continue vivo.
Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, juiz
Após o julgamento, a mãe de Luísa, Adriani Luiza da Silva, compartilhou seus sentimentos. Ela declarou que, apesar da dor pela perda da filha, acredita que a justiça foi feita com a condenação da ré.
A justiça foi feita. Acredito nessa justiça. O luto é algo com que se aprende a conviver, mas este ciclo precisava ser finalizado. Assim, sinto-me um pouco mais aliviada e com o coração um pouco mais sereno. Minha preocupação e o meu sofrimento eram em relação ao processo se arrastar
Adriani Luiza da Silva, mãe de Luísa
“Era uma menina cheia de vida”, recorda a mãe
Adriani também descreveu a personalidade brilhante da filha e afirmou que deseja manter viva a memória dela.
“Era uma menina cheia de vida. Onde chegava, os amigos recebiam Luísa calorosamente. Assim, minha intenção é preservar essa felicidade que ela tinha de viver e a intensidade com que ela aproveitava a vida. E assim farei, mantendo essa alegria”, comentou a mãe.
Ela também compartilhou suas expectativas quanto ao desfecho do julgamento, mencionando as incertezas que cercam as interpretações da lei.
“Fica sempre a dúvida, pois há aspectos que são incertos. Mas hoje ficou claro que a justiça foi feita. Sei que nada pode trazer Luísa de volta, mas este ciclo foi encerrado, graças a Deus”, enfatizou.
Relembre o caso
O atropelamento ocorreu na noite de 15 de abril de 2022 na Avenida Dante Michelini, em frente ao Clube dos Oficiais. Luísa estava de bicicleta quando foi atingida pelo veículo dirigido por Adriana Felisberto.
Câmeras de segurança registraram o momento da colisão. De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana de Vitória, a estudante teria atravessado a via fora da faixa de pedestres e com o sinal aberto para os veículos.
Segundo a polícia, a motorista apresentava indícios de embriaguez, mas se negou a realizar o teste do bafômetro. Ela foi detida em flagrante e liberada após o pagamento de fiança de R$ 3 mil.







