Em 2025, o Acre registrou a chegada de 10,6 mil turistas estrangeiros, percentual que representa apenas 0,1% dos 9,29 milhões de visitantes internacionais que desembarcaram no Brasil. Conforme informações da Embratur, Polícia Federal e Banco Central, organizadas pelo perfil Brasil em Mapas, o estado mantém-se entre os destinos com menor fluxo internacional, ainda que seu desempenho seja comparável ao de outras localidades da Região Norte.
Na Amazônia, o Amazonas segue como o principal ponto de entrada, com 88,9 mil turistas estrangeiros, volume mais de oito vezes maior que o do Acre. Em segundo lugar vem o Pará, com 14,2 mil visitantes. Rondônia (7,4 mil), Roraima (6,4 mil), Amapá (4,7 mil) e Tocantins (2,4 mil) compõem a sequência do ranking regional.
Embora o volume seja reduzido, o Acre ultrapassou Rondônia, Roraima, Amapá e Tocantins, garantindo o terceiro lugar entre os estados do Norte no que se refere ao número de visitantes estrangeiros.
O estudo ainda aponta uma elevada concentração do turismo internacional em um pequeno grupo de estados. São Paulo encabeça a lista com 2,75 milhões de visitantes, e o Rio de Janeiro vem na sequência, com 2,20 milhões. Somados, esses dois estados reúnem 53,4% do total de chegadas estrangeiras ao Brasil.
Ao agregar Rio Grande do Sul (1,54 milhão), Paraná (1,03 milhão) e Santa Catarina (711,9 mil), os cinco destinos mais procurados passam a concentrar cerca de 89% de todo o turismo internacional registrado no Brasil em 2025.
No Norte, a reduzida participação do Acre decorre de questões estruturais. O estado carece de voos internacionais regulares, sendo o acesso dependente de conexões em outras unidades da federação, e a infraestrutura turística ainda se mostra restrita frente aos grandes centros nacionais. Por outro lado, o Amazonas atrai boa parte dos visitantes graças à Floresta Amazônica e ao turismo de natureza, favorecido pela existência de voos internacionais diretos para Manaus.
Outro ponto importante é a procedência dos viajantes. A Argentina manteve-se como o maior mercado emissor de turistas para o Brasil, com 3,4 milhões de pessoas, seguida por Chile, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai. A localização geográfica beneficia especialmente os estados do Sul e Sudeste, ao passo que os destinos amazônicos contam mais com europeus e norte-americanos que buscam ecoturismo.
Apesar de ainda apresentar uma participação modesta no panorama nacional, o Acre dispõe de ativos com potencial para expansão, como a floresta conservada, o turismo de base comunitária, as unidades de conservação, a culinária local e a vizinhança com Peru e Bolívia. O principal desafio consiste em melhorar a conectividade aérea, intensificar a divulgação do destino e desenvolver produtos turísticos que consigam atrair uma fatia maior dos mais de 9 milhões de estrangeiros que vêm ao Brasil anualmente.







