A criação de abelhas em ambientes urbanos, prática conhecida como apicultura urbana, tem crescido em diferentes capitais brasileiras, unindo produção de mel em pequena escala com benefícios ambientais relacionados à polinização de plantas em áreas verdes das cidades.
Colmeias instaladas em telhados de edifícios e em jardins comunitários têm demonstrado boa adaptação mesmo em ambientes densamente urbanizados, aproveitando a diversidade de flores presentes em praças, jardins residenciais e áreas verdes municipais.
Apicultores urbanos relatam que o mel produzido nessas condições costuma apresentar sabores variados, refletindo a diversidade de espécies florais disponíveis na vizinhança de cada colmeia específica ao longo das diferentes estações do ano.
A prática também contribui para a conservação de abelhas nativas sem ferrão, espécies importantes para a polinização de plantas nativas brasileiras e que enfrentam declínio populacional em diversas regiões devido à perda de habitat natural.
Para entomologistas, incentivar a apicultura urbana de forma responsável pode fortalecer a biodiversidade das cidades, desde que acompanhada de orientação técnica adequada para evitar riscos de segurança relacionados à instalação de colmeias em áreas muito próximas a pedestres.






