A maioria dos brasileiros planeja acompanhar a campanha eleitoral de 2026, porém revela pouca vontade de se envolver diretamente na disputa. Segundo levantamento Genial/Quaest, 87% dos participantes afirmaram que não desejam integrar grupos de WhatsApp com temática política durante o período eleitoral. Apenas 11% declararam que ingressarão nesses grupos, ao passo que 2% responderam que talvez o façam.
WhatsApp: eleitor prefere acompanhar corrida eleitoral por canais informativos que por espaços de militância
A pesquisa sinaliza que o eleitorado tende a monitorar o processo eleitoral por meio de canais mais informativos, evitando ambientes de militância ou discussão política. Entrevistas com candidatos, bem como propostas e programas de governo, são as maneiras mais mencionadas para acompanhar a disputa, cada uma citada por 63% dos ouvidos.
Preferência por canais informativos
Em seguida, aparece a cobertura jornalística sobre política, preferência de 60% dos entrevistados. O estudo ainda aponta reduzida propensão à participação presencial nos eventos de campanha. Somente 24% disseram que planejam ir a eventos públicos para apoiar seu candidato, contra 71% que negaram essa possibilidade. Os demais 5% afirmaram que talvez compareçam a essas mobilizações.
Divisão entre meios tradicionais e digitais
Os números indicam que nem os veículos tradicionais nem as plataformas digitais geram unanimidade entre os eleitores. Em relação à propaganda eleitoral gratuita, 46% pretendem assistir aos programas, ao passo que 49% disseram que não vão acompanhá-los. Nas mídias sociais, a divisão é quase idêntica. Conforme a pesquisa, 47% planejam seguir as campanhas em redes digitais, enquanto 48% afirmaram que não farão isso.
Perfil do eleitor em 2026
No geral, os resultados revelam um eleitor menos inclinado a atuar como militante, seja em grupos de WhatsApp, seja em eventos de campanha, porém ainda demonstra interesse em acompanhar a corrida eleitoral através de entrevistas, propostas de governo e reportagens jornalísticas.
O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entrevistou 2.004 brasileiros maiores de 16 anos entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança.







