Indicadores do segundo trimestre mostram desaceleração na atividade econômica em relação ao ritmo observado no início do ano, ainda que em território positivo. Estimativas de instituições financeiras apontam crescimento modesto do PIB em maio, puxado tanto por setores mais cíclicos, como a indústria de transformação e os serviços de transporte, quanto por segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico, caso da indústria extrativa.
A taxa de desemprego dessazonalizada permaneceu estável em maio, mas uma série de indicadores paralelos já aponta perda de força no mercado de trabalho ao longo dos últimos meses. Esse comportamento é consistente com a expectativa de um arrefecimento gradual do crescimento ao longo do ano, especialmente após um período de expansão mais acelerada em trimestres anteriores.
Medidas de estímulo do governo, como linhas de crédito voltadas à indústria automotiva e programas de renegociação de dívidas, devem ajudar a suavizar essa desaceleração ao longo dos próximos meses, segundo analistas do setor financeiro. A avaliação é de que esses instrumentos podem sustentar parte do consumo das famílias mesmo em um cenário de juros ainda elevados.
O comportamento do mercado de trabalho também é observado com atenção pelo Banco Central, já que mudanças na renda e no emprego afetam diretamente as decisões sobre a taxa básica de juros. Para o segundo semestre, a expectativa geral é de uma economia que segue crescendo, mas em ritmo mais moderado do que o observado no início do ano.







