Na madrugada, a Rússia realizou uma ofensiva de grandes proporções empregando mísseis e drones contra a área de Kiev. O ataque resultou em pelo menos 30 mortos e aproximadamente cem feridos, conforme o mais recente levantamento das autoridades ucranianas, divulgado pela agência EFE.
As ofensivas russas mais intensas dos últimos meses configuram uma reação aos avanços recentes das forças ucranianas no conflito que teve início em fevereiro de 2022. Os russos vêm perdendo mais território do que ganhando, encontram obstáculos para recompor as perdas no front e testemunharam incursões ucranianas afetarem sua capacidade de produzir e exportar petróleo.
Em mensagem publicada no Telegram, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que mais de 20 pontos na capital foram atingidos na quinta-feira, sendo a maioria deles prédios residenciais. Uma central de ambulâncias, um instituto de pesquisa, um hotel e estabelecimentos comerciais também foram destruídos, conforme complementou o líder ucraniano.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, durante a noite a Rússia disparou aproximadamente 500 drones de longo alcance e 74 mísseis contra todo o território ucraniano, dos quais 24 eram balísticos.
Os sistemas de defesa ucranianos conseguiram abater quase a totalidade dos drones e 48 mísseis, sendo que apenas quatro destes últimos eram balísticos.
Zelensky informou que, além da capital Kiev, também houve bombardeios nas regiões de Kharkiv, Sumy, Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia e Cherkasy.
Na mesma comunicação, o mandatário ucraniano repetiu o pedido para que os Estados Unidos autorizem a Ucrânia a produzir o sistema antiaéreo Patriot, assunto tratado com o presidente norte-americano Donald Trump durante a reunião do G7 na França em junho.
“Essa é a medida capaz de interromper o conflito e evitar agressões similares. Sou grato a todos que apoiam a Ucrânia, nosso povo e nossa luta pela vida”, concluiu Zelensky.







