Destaque no Aesthetic & Anti-Aging Medicine World Congress, principal congresso mundial de medicina estética e antienvelhecimento realizado em Mônaco, e nos eventos de dermatologia e medicina regenerativa nos Estados Unidos, a grande novidade do momento é o GHK-Cu, um recurso avançado e científico focado na regeneração capilar, combate à queda e aumento substancial da densidade dos fios, entre outros benefícios.
Segundo a tricologista e biomédica Sheila Bellotti, membro da Sociedade Italiana de Tricologia e do Grupo Latino‑Americano de Tricologia, o GHK‑Cu é um peptídeo biomimético composto por cobre, glicina e histidina. “Na tricologia, apresenta uma poderosa ação estimulante, regeneradora e antiinflamatória. O bioativo atua em vários processos metabólicos essenciais para o crescimento saudável dos fios e no estímulo à circulação sanguínea no couro cabeludo, promovendo intensamente a atividade dos folículos capilares”, afirma.
O tratamento também pode ser associado a terapias combinadas, uma vez que tais dispositivos potencializam a absorção dos componentes e sua eficácia. Com isso, alcança‑se a estimulação completa da regeneração folicular, que cessa a queda, desenvolve a densidade da massa capilar e a espessura dos fios, além de reequilibrar a área do couro cabeludo.
Sheila explica que o protocolo aplicado geralmente reúne quatro pontos centrais: bioestimulação folicular, modulação inflamatória, ativação de células‑tronco e melhora da vascularização. O GHK‑Cu costuma ser aliado a técnicas como exossomos, microinfusão de medicamentos na pele (MMP) e plasma rico em plaquetas (PRP). Em alguns casos específicos, são indicados o uso adicional, em terapias alternadas, da finasterida injetável, associados a tecnologias de ponta que vão desde o microagulhamento robótico ou dermapen, laser de baixa potência até o LED. Além disso, o tratamento ainda pode ser incluído na recuperação pós‑transplante capilar.
“O GHK‑Cu é um procedimento que contribui para prolongar a fase anágena, etapa de crescimento dos fios. Com isso, os cabelos permanecem crescendo por mais tempo e com mais força”, aponta.
A especialista acrescenta que outro efeito significativo é sua ação antioxidante, combatendo os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento capilar. Assim, ajuda a proteger o couro cabeludo contra danos causados pela poluição, radiação solar e estresse oxidativo. “Por causa de sua intensa ação antiinflamatória, reduz irritações e sensibilidades nocivas ao couro cabeludo, sendo bastante recomendado para pessoas com queda capilar associada à inflamação. Ele facilita a circulação sanguínea local e otimiza a irrigação dos vasos, fazendo com que os folículos recebam mais nutrientes e oxigênio, reforçando e dando vitalidade aos fios desde a raiz”, diz a tricologista.
Além disso, o GHK‑Cu estimula a produção de colágeno e elastina no couro cabeludo, mantendo a pele da região mais saudável e equilibrada – aspecto muito importante. “Um couro cabeludo saudável é crucial para o crescimento adequado dos cabelos”, complementa Sheila.
Simultaneamente, o tratamento favorece a recuperação de fios enfraquecidos e quebradiços, mesmo aqueles danificados ao longo dos anos e que sofrem com a miniaturização, processo comum na alopecia androgenética. O GHK‑Cu apresenta resultados igualmente satisfatórios na regeneração celular, controle da oleosidade excessiva e melhoria na saúde da microbiota local. Esse conjunto de fatores acelera os processos de cicatrização.
“A melhora é na qualidade geral dos cabelos, deixando‑os mais brilhantes, resistentes e encorpados. É considerado um dos recursos mais avançados e promissores na resolução de problemas da saúde capilar por agregar uma ampla gama de benefícios”, finaliza a biomédica.
Os resultados são constantemente eficazes e progressivos, embora possam variar, como todo tratamento, de acordo com a resposta do organismo de cada pessoa. Portanto, é necessário, antes de iniciá‑lo, realizar uma avaliação profissional.







