STARSEEKER: Astroneer Expeditions é uma surpreendente adição ao universo espacial cômico de ASTRONEER. A premissa central continua a mesma: explorar planetas para coletar recursos e permitir que a humanidade floresça. No entanto, a maneira como o jogo foi apresentado gerou impressões bastante divididas, dadas as óbvias semelhanças com seu predecessor, apesar das mecânicas mais diferenciadas.
Em busca de novos horizontes
STARSEEKER: Astroneer Expeditions é descrito como um novo jogo multijogador situado no mesmo universo de ASTRONEER. Porém, o foco desta vez se afasta dos aspectos de sobrevivência e administração do título anterior para priorizar atividades cooperativas e a exploração de ambientes alienígenas.
A principal atividade consiste em explorar mundos para fazer novas descobertas relacionadas à fauna, flora, solo e recursos. Toda a parte de construção e gerenciamento de base dá lugar a uma imponente estação espacial, a ESS Starseeker, que funciona como um lobby onde os jogadores podem se reunir e adquirir novas missões para cumprir no solo alienígena.
As missões podem ser realizadas sozinho, porém a experiência ideal é alcançada ao jogar em grupos de até quatro pessoas. Juntos, os expedicionários precisam colaborar para completar objetivos que liberam o acesso a novas áreas de cada planeta.
Como foi mencionado, STARSEEKER abandona o aspecto de sobrevivência e gestão do jogo anterior para introduzir uma nova dinâmica de jogabilidade, baseada em tarefas que precisam ser executadas a cada expedição. Para isso, sempre que o grupo desce a um planeta, há um limite de 30 minutos de oxigênio para que o máximo de atividades seja realizado.
A proposta é que os tripulantes desçam, realizem o maior número possível de tarefas, sigam até um ponto de pouso, chamem sua nave e retornem à ESS Starseeker para registrar o progresso. Quem sentiu um leve aroma de “shooter de extração” já começou a compreender como funciona a principal mecânica de STARSEEKER.
A bordo da estação, é possível entregar as missões concluídas em troca de recompensas, majoritariamente créditos para adquirir itens cosméticos e alguns equipamentos superiores, que ampliam as possibilidades de abordagem durante cada expedição. Também é possível interagir com outros jogadores e conferir missões globais, que envolvem toda a comunidade.
Essas missões consistem, basicamente, em metas de atividades realizadas pela comunidade em troca de mais recompensas — uma maneira de incentivar, ainda que indiretamente, a cooperação entre os tripulantes e de gerar um certo senso de propósito na rotina do jogo.
Um grande pátio para brincar de astronauta
A proposta de STARSEEKER, à primeira vista, é intrigante. A substituição das dinâmicas de sobrevivência e gerenciamento por uma jogabilidade mais ativa, focada na exploração e em atividades em grupo, torna o título atraente para quem não aprecia a premissa de “se manter vivo para poder se divertir”.
Por outro lado, o volume de atividades disponíveis ainda é bastante restrito. As tarefas de campo são simples; a coleta e o uso de recursos para criar novos equipamentos e melhorias têm pouco apelo; e até mesmo a variedade de atividades é limitada, resumindo-se, na maior parte do tempo, a escanear fauna, flora e minerais.
Uma das principais atividades em grupo acontece em áreas onde é possível ativar dinâmicas que envolvem coletar um determinado tipo de recurso ou mapear um setor dentro de um tempo preestabelecido. É possível realizá-las sozinho, mas em grupo a dinâmica flui de forma muito mais eficiente, especialmente quando alguma ação exige que os membros do esquadrão interajam simultaneamente em locais diferentes.
Neste momento, STARSEEKER ainda está em acesso antecipado e, curiosamente, não apenas no PC, mas também no PlayStation 5, no Xbox Series X|S e no Switch 2 — algo incomum de se ver, já que as versões para console geralmente são anunciadas apenas perto do lançamento da versão 1.0.
Um ponto positivo nesse lançamento incomum é que o crossplay total entre plataformas já está disponível, o que amplia bastante as opções de jogo com amigos que não estejam na mesma plataforma. Contudo, para quem não está acostumado a esse tipo de lançamento nos consoles, pode parecer estranho que o jogo não esteja completo, o que pode impactar negativamente sua recepção nessas plataformas.
O fato é que STARSEEKER já revela, com honestidade, sua proposta: ser algo diferente — e, ao mesmo tempo, familiar para quem vem de ASTRONEER —, com foco mais direcionado a uma experiência ativa em grupo. A System Era, desenvolvedora do jogo, já divulgou os próximos passos para torná-lo mais robusto. Cinco atualizações estão programadas, prometendo novas regiões, atividades, clima dinâmico, missões e mais.
Até lá, o que temos hoje em STARSEEKER ainda é uma experiência bastante básica. A sensação é de estarmos em um grande tutorial, brincando de astronautas enquanto aguardamos os brinquedos mais interessantes serem instalados neste playground espacial, para tornar essa brincadeira ainda mais dinâmica e divertida.
Ainda na promessa
STARSEEKER: Astroneer Expeditions ainda parece um esboço do que pretende ser. A base está lá, mostrando de forma ainda tímida o que vem pela frente, mas o jogo, por ora, vive mais da expectativa do que da experiência em si. Para quem chega esperando algo próximo de ASTRONEER, a sensação é de algo ainda incompleto; para quem busca apenas se divertir explorando ao lado de amigos e curte o tema de exploração espacial, já há motivos para acompanhar o desenvolvimento de perto.
A disponibilidade imediata em múltiplas plataformas, além de oferecer crossplay e progressão compartilhada, favorece ainda mais a experiência em grupo. Resta à System Era entregar melhorias significativas nas próximas atualizações e fazer deste rolê espacial uma viagem que valha a pena.












