A inteligência artificial generativa segue dividindo opiniões na indústria de jogos, mas, para a maioria dos jogadores, o tema não parece decisivo na hora de comprar um produto. Uma nova pesquisa indica que boa parte do público não está muito preocupada com o uso da ferramenta.
Dados mostram que cerca de um quarto dos jogadores afirmam estar menos propensos a comprar um título que use IA generativa para criar arte, diálogos, trilha sonora ou vozes. Esse número teve um leve aumento em relação aos 22% registrados em março do ano passado.
No entanto, o dado mais significativo está em outro ponto: mais de 50% dos entrevistados se disseram neutros em relação ao uso da tecnologia, enquanto o número de indecisos caiu consideravelmente. Ou seja, a discussão existe, mas não parece ser uma prioridade para a maioria dos consumidores.
O cenário atual revela uma minoria mais ativa na oposição à IA, enquanto a maior parte dos jogadores não demonstra uma posição claramente preocupada, seja a favor ou contra. Embora os debates continuem, lançamentos recentes como ARC Raiders, Clair Obscur: Expedition 33 e Crimson Desert seguem atraindo o interesse do público, mesmo quando associados ao uso de inteligência artificial. Isso sugere que, na prática, os consumidores acabam aceitando, ainda que indiretamente, a incorporação da tecnologia.
Resistência na indústria
Por outro lado, a resistência parece ser bem maior dentro da própria indústria. Um relatório da Game Developers Conference 2025 mostrou que mais da metade dos desenvolvedores vê a IA generativa como uma ameaça, um aumento expressivo em comparação com os 30% do período anterior. Apenas 7% consideram o impacto benéfico.
Esse desconforto já começa a se transformar em ação. A Embark Studios, por exemplo, decidiu substituir as vozes criadas por IA por dubladores reais no jogo ARC Raiders, um sinal de que a controvérsia está longe de ser resolvida, especialmente entre quem cria os jogos.







