Videogames explicam diferença entre Millennials e Geração Z

A evolução dos videogames pode ajudar a entender como cada geração percebe e interage com o mundo, a partir da maneira como resolve os problemas apresentados em cada fase.

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Em uma matéria da Newsweek, citada pelo site We Are Mitu, especialistas em saúde mental que cresceram nos anos 1990 detalham como os jogos do passado podem ter oferecido habilidades distintas aos Millennials, em contraste com os títulos atuais voltados para as gerações Z e Alpha.

Além de desenvolver competências para solucionar problemas e administrar a frustração de não conseguir avançar de nível ou derrotar um chefe, os jogos antigos possuíam uma estrutura clara de “começo, meio e fim”. Esse aspecto contrasta fortemente com os jogos contemporâneos, especialmente os de serviço, que, semelhantes à rolagem infinita das redes sociais, não têm um término definido. Consequentemente, os jogadores das novas gerações são incentivados a permanecer mais tempo conectados e, frequentemente, a gastar recursos em equipamentos específicos, representando uma saída mais imediata. No passado, os Millennials precisavam simplesmente lidar com a frustração, dar uma pausa e retornar para uma nova tentativa.

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O lado negativo da persistência

Entretanto, essa mesma persistência característica dos Millennials nos jogos pode ter uma consequência negativa: a dificuldade em reconhecer o momento de parar, o que potencialmente leva ao esgotamento, ou burn-out.

Naturalmente, essa dinâmica reflete o mundo atual, onde muitos jogos modernos se assemelham a um lanche rápido, pois foram concebidos para serem consumidos dessa forma.

Melissa Gallagher, assistente social clínica licenciada e diretora executiva da Victory Bay, explica que os novos títulos priorizam a retenção e a monetização em detrimento da conclusão. Sistemas de classificação, métricas de desempenho e temporadas sem fim ensinam os jovens a se compararem de maneira constante. De acordo com ela, essa pressão pode contribuir para distúrbios do sono, ansiedade e um ruído mental de difícil controle.

Nostalgia e design orgânico

É por essa razão que, recentemente, há uma sensação de que os jogos antigos não apenas evocam a nostalgia de um tempo passado, mas também possuem um design fundamentalmente diferente dos títulos atuais. Livres de propagandas, passes de batalha, skins para comprar ou equipamentos pagos, todas as melhorias dos personagens eram conquistadas de forma orgânica, pelo esforço do jogador.

A estabilidade e a previsibilidade dos jogos clássicos também são vistas como “reconfortantes”, uma vez que os jogos atuais, principalmente os de serviço, podem ser atualizados e alterados de um dia para o outro, sem qualquer aviso prévio.

Percepções geracionais distintas

Diferentes gerações de jogos também transformaram a percepção que as pessoas têm sobre eles. Um artigo da Newzoo, publicado em 2023, observou que indivíduos da Geração Z e Alpha encaram os games principalmente como um hobby ou um espaço social, enquanto os Millennials tendem a vê-los mais como uma forma de arte.

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