Em um varejo cada vez mais competitivo, com pressão sobre preços e mudanças nos hábitos de consumo, a agilidade na execução tornou-se crucial. Essa foi a mensagem central de Luciano Barbosa, líder do projeto da Xiaomi no Brasil, durante sua participação no Congress Brazil Mobile 2026.
A orientação para quem atua no dia a dia foi clara: não há mais tempo para esperar a situação perfeita. O mercado exige ação contínua, correções rápidas e uma capacidade permanente de se reinventar.
O novo comportamento do cliente força as lojas a se adaptarem
Um dos pontos fundamentais discutidos foi a mudança no processo de compra. O cliente moderno não vai à loja para descobrir novidades. Ele já chega informado, depois de comparar preços e, muitas vezes, com a decisão tomada.
Essa dinâmica transforma radicalmente a função do estabelecimento. O espaço físico deixa de ser um local de exploração para se tornar um ambiente focado em fechar a venda.
Para pequenas e médias empresas, isso significa revisar procedimentos simples que impactam diretamente os resultados. A digitalização de documentos, a agilidade no suporte e a integração com plataformas digitais deixam de ser diferenciais para se tornarem requisitos básicos.
A capacidade de atrair clientes também foi destacada. Em um cenário de competição intensa, táticas simples seguem eficazes. Produtos com preço inicial baixo, promoções e até ações de baixo custo podem aumentar o fluxo de visitantes e criar oportunidades para vendas de maior valor.
Barbosa também trouxe uma visão prática sobre como elevar o ticket médio. No varejo de tecnologia, vender apenas o produto principal já não garante um crescimento sustentável.
Montar um pacote integrado de ofertas é o que garante a fidelização e melhora a rentabilidade. Acessórios, serviços e itens complementares ajudam a prolongar o vínculo com o consumidor e estendem o tempo de relacionamento.
Para o pequeno comerciante, isso representa abandonar a mentalidade de venda isolada e enxergar todo o ciclo. Quem vende um produto único compete por preço. Quem constrói um relacionamento, compete pelo valor percebido.
Segundo Luciano Barbosa, o maior risco hoje não está em errar, mas em ficar parado. Em um cenário moldado por economias como a chinesa, onde a transformação é rápida, testar, ajustar e iterar virou parte da rotina.







