Claude realizou uma busca por brechas de segurança no Firefox e identificou mais de 20 problemas.
Claude encontra vulnerabilidades graves no Firefox
A incorporação de inteligência artificial aos procedimentos de segurança digital tem mostrado resultados positivos. Em uma parceria entre a Anthropic e a Mozilla, o Claude foi usado para conduzir uma análise de segurança no navegador Firefox.
Em duas semanas, o chatbot conseguiu localizar 22 vulnerabilidades. Dessas, 14 foram classificadas como de alta gravidade.
A escolha do Firefox para a pesquisa teve um motivo específico. Segundo a Anthropic, o navegador foi selecionado por ser um projeto de código aberto, reconhecido por sua sofisticação e por estar entre os mais examinados e protegidos do mundo. Essa característica o torna um bom exemplo para medir a eficácia da IA na descoberta de falhas.
A empresa usou o Claude Opus 4.6, começando a inspeção pelo motor JavaScript do Firefox. Depois, a avaliação se estendeu a outras partes do código. Essa abordagem permitiu uma investigação completa do sistema, em busca de fragilidades que poderiam ser exploradas por agentes maliciosos.
Conforme a Anthropic divulgou em um comunicado, o Claude Opus 4.6 se mostrou eficaz na identificação de vulnerabilidades. No entanto, sua habilidade de criar programas para explorá-las não teve o mesmo sucesso.
A equipe da empresa investiu cerca de US$ 4 mil (aproximadamente R$ 21 mil) em créditos de API na tentativa de desenvolver provas de conceito para as brechas descobertas. Desse esforço, apenas dois casos resultaram em provas de conceito funcionais.
A maioria das vulnerabilidades encontradas no Firefox já foi corrigida na versão 148, lançada em fevereiro. Algumas falhas específicas só serão resolvidas na próxima atualização.







