A Xiaomi lançou uma atualização significativa para o HyperOS 3. A mudança é relevante porque a fabricante avançou no campo da inteligência artificial, incorporando novas funcionalidades que melhoram consideravelmente a interoperabilidade entre os ambientes da Xiaomi e da Apple.
Um dos destaques desta nova etapa do sistema operacional é a introdução de recursos impulsionados por IA. Entre eles está a busca contextual na tela, que permite selecionar qualquer componente, seja texto ou imagem, e pesquisar informações instantaneamente sem sair do aplicativo em uso, de maneira similar ao recurso Circle to Search do Google. Junto a isso, chegam ferramentas criativas como a geração de imagens a partir de descrições textuais e a edição inteligente de fotografias, desenvolvidas para reduzir a dependência de aplicativos de terceiros em tarefas que antes eram mais complicadas.
No mercado chinês, todo esse conjunto está centrado no Super XiaoAI, uma versão muito mais evoluída do assistente da Xiaomi. Ele vai além de simplesmente responder a consultas. No entanto, não está acessível fora da China e não há previsão de que seja disponibilizado globalmente em um futuro próximo. Nesse contexto, a inteligência artificial está incorporada ao sistema para otimizar fluxos de trabalho, permitir edição avançada de imagens, visualizar código e, de forma geral, transformar o smartphone em uma ferramenta mais produtiva e criativa.
Outra inovação que surpreendeu muitos é o aprimoramento na conectividade entre aparelhos. A Xiaomi deu um passo relevante ao permitir que seus smartphones interajam de forma mais eficiente não apenas com computadores Windows, mas também com iPhones e Macs. A troca de arquivos se tornou mais direta, fotos animadas preservam seu formato após edições e a impressão é de que a Xiaomi quer sair do isolamento do seu próprio ecossistema, abrindo-se para a concorrência para que os usuários possam compartilhar arquivos sem enfrentar obstáculos de compatibilidade.
Em síntese, o HyperOS 3 traz melhorias substanciais, mas confirma que o principal campo de experimentos da Xiaomi continua sendo a China. Assim, resta aguardar na expectativa de que, eventualmente, essas inovações se tornem disponíveis globalmente.







