24 de fevereiro de 2026
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O Brasil figura entre os três países mais atingidos por ataques de ransomware

O Brasil está entre os três países com mais detecções de ransomware no mundo, segundo o “Relatório de Ciberameaças da Acronis – 2º Semestre de 2025: De exploits à IA maliciosa”. O estudo, publicado pela empresa, coloca o país atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia no período analisado.

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Com base em dados de telemetria coletados pela Unidade de Pesquisa de Ameaças da companhia, a análise mostra que o Brasil lidera a América Latina em número de ocorrências desse tipo de ataque. O documento também aponta a expansão de campanhas que usam ferramentas legítimas do ecossistema Microsoft, além do crescimento de fraudes por e-mail e da adoção de inteligência artificial por grupos criminosos.

Brasil lidera na América Latina em ransomware

De acordo com o estudo, os ataques por e-mail continuaram a crescer no segundo semestre de 2025. A média de incidentes por organização aumentou 16% em relação ao ano anterior, enquanto o número de ataques por usuário subiu 20%.

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O phishing se manteve como a principal forma de violação inicial, representando 52% dos ataques contra provedores de serviços gerenciados. Essa fraude usa mensagens enganosas para convencer as vítimas a revelar informações confidenciais, como credenciais de acesso e dados financeiros.

Abuso de ferramentas legítimas e plataformas de colaboração

No Brasil, houve registros frequentes do uso de ferramentas nativas do Windows em cadeias de ataque. O PowerShell aparece como o aplicativo mais usado pelos criminosos, um comportamento também observado nos Estados Unidos e na Alemanha. Segundo o relatório, essa tática reduz a necessidade de arquivos maliciosos convencionais e dificulta a detecção por soluções que dependem apenas de assinaturas.

A análise também detectou um aumento nas ameaças via plataformas de colaboração. Globalmente, a participação desse tipo de ataque passou de 12% em 2024 para 31% em 2025, uma tendência notada em países com uma grande base corporativa conectada, como o Brasil.

IA passa a integrar operações criminosas

O documento detalha o uso da inteligência artificial em etapas como reconhecimento de alvos, engenharia social e negociação de resgates. Há relatos de sistemas automatizados usados para gerenciar múltiplas extorsões simultaneamente e para criar conteúdos falsos empregados em fraudes de sequestro virtual.

“Com a evolução acelerada das ameaças cibernéticas, 2025 mostrou que os invasores não só estão ampliando métodos tradicionais, como phishing e ransomware, mas também se aproveitam da inteligência artificial para agir com mais rapidez, eficiência e em maior escala”, afirmou Gerald Beuchelt, diretor de segurança da informação da Acronis.

Ele acrescentou que a integração crescente da IA nas atividades criminosas marca uma nova fase no cenário de segurança digital e exige que as organizações antecipem ameaças e automatizem suas defesas.

Panorama global e setores mais atingidos

No contexto internacional, o ransomware manteve uma posição central entre as ameaças monitoradas. Mais de 7.600 vítimas tiveram seus dados expostos publicamente por grupos criminosos no segundo semestre de 2025.

Os grupos mais ativos foram Qilin, Akira e Cl0p. Já os setores mais impactados incluíram manufatura, tecnologia e saúde, segmentos que dependem criticamente da disponibilidade operacional.

O relatório ainda destaca riscos associados a ataques à cadeia de suprimentos e a provedores de serviços gerenciados. Ferramentas de acesso remoto como AnyDesk e TeamViewer foram exploradas em campanhas que afetaram mais de 1.200 vítimas indiretas em todo o mundo.

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