O Espírito Santo alcançou um marco histórico em 2025 na redução da violência contra as mulheres. Dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) mostram os melhores índices desde o início dos registros: foram 75 homicídios de mulheres, o número mais baixo desde 1996. Além disso, os feminicídios caíram 15,4% em relação ao ano anterior, de 39 para 33 casos — o menor patamar desde 2017.
Esses resultados refletem uma gestão eficaz, aliada ao programa Estado Presente em Defesa da Vida. A iniciativa comprova que a combinação de ações coordenadas de segurança, estratégias de prevenção ao crime e o fortalecimento da rede de apoio às vítimas, com investimentos do governo estadual, produz efeitos concretos.
Programa Mulher Segura
Entre as medidas de destaque está o Programa Mulher Segura, que usa a tecnologia para prevenir novas agressões no ambiente doméstico. A ação monitora eletronicamente agressores por meio de tornozeleiras, associadas a ordens de proteção judiciais.
A Secretaria da Justiça (Sejus) é responsável pelo acompanhamento, feito por uma central especializada que funciona 24 horas. No local, 17 agentes penitenciários trabalham em conjunto com as forças de segurança, em conexão direta com o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) e a Gerência de Proteção à Mulher (GPM) da Sesp.
À Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) cabe atender às ocorrências e acompanhar as mulheres inseridas no programa, por meio da Patrulha Maria da Penha. A decisão pelo monitoramento é determinada pelo Poder Judiciário.
Segundo o secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, o grande diferencial da iniciativa está na integração entre os órgãos e na agilidade para agir em situações de risco.
“Atualmente, 227 pessoas estão presas no sistema carcerário capixaba por crimes de feminicídio ou outros relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher. Esse número reforça a importância de medidas que busquem não apenas punir, mas, principalmente, prevenir. A central de monitoramento oferece um atendimento especializado às vítimas, com agentes penitenciários capacitados para esse tipo de assistência”, explicou.







