Uma investigação recente e abrangente trouxe dados que podem mudar nossa visão sobre hábitos do dia a dia: a quantidade de café ou chá consumida diariamente pode estar diretamente relacionada ao risco de desenvolver demência. O estudo, que acompanhou um grande número de pessoas por um longo período, mostrou que o consumo moderado dessas bebidas tão comuns está associado a uma redução significativa no risco de comprometimento das funções cognitivas.

Segundo os pesquisadores, quem consome uma quantidade equilibrada — nem em excesso, nem em falta — apresentou menor incidência de demência em comparação com quem não toma essas bebidas ou as consome em grandes quantidades. A explicação provavelmente está nos compostos bioativos presentes no café e no chá, como antioxidantes e a própria cafeína, que ajudam a proteger o cérebro contra processos inflamatórios e danos celulares ao longo dos anos.
As conclusões são relevantes por envolverem hábitos cotidianos e acessíveis. O estudo também considerou variáveis como idade, estilo de vida e histórico médico, reforçando a ideia de que o consumo moderado pode fazer parte de um estilo de vida saudável. No entanto, os pesquisadores alertam que quantidades excessivas não trazem benefícios adicionais e podem até anular os efeitos positivos observados.
Ainda que não exista uma solução definitiva contra a demência, a descoberta reacende a discussão sobre como escolhas aparentemente simples no cotidiano podem influenciar a saúde do cérebro a longo prazo. A recomendação final dos especialistas é clara: o equilíbrio é essencial — e aquela xícara tomada regularmente pode ter mais importância do que se imagina.






