29 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Especialista explica como a vacinação contra o HPV pode reduzir casos de câncer no Brasil

O mês de outubro é marcado pela conscientização sobre o câncer de mama, mas abre uma janela sobre o autocuidado, e a importância de falar sobre a prevenção de outros tipos de câncer, como o de colo do útero. Resultados de uma pesquisa nacional divulgada pelo tema no último ano, pelo Ministério da Saúde feita por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), mostra que a taxa de infecção pelo HPV (papiloma vírus humano) na genital atinge 54,4% das mulheres que já iniciaram a vida sexual e 41,6% dos homens.

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Para o Dr. Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas, a imunização é uma das ferramentas mais poderosas da medicina moderna, além de proteger contra infecções, também podem desempenhar um papel crucial na prevenção de certos tipos de câncer.

“Diversos tipos de câncer estão diretamente ligados a infecções virais, bacterianas e até parasitárias. Essas infecções podem desencadear mutações celulares ou criar um ambiente propício ao desenvolvimento de tumores malignos. Ao prevenir essas infecções por meio da vacinação, reduz o risco de aparecimento de alguns tipos de câncer”, comenta.

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O especialista conta que um dos maiores avanços na prevenção do câncer foi a introdução da vacina contra o HPV. “Esse vírus é o principal causador de câncer do colo do útero, que é um dos tipos mais comuns entre as mulheres, especialmente em países em desenvolvimento. Além disso, o HPV também está associado a outros tipos de câncer, como o câncer de garganta, ânus, pênis e vulva”, explica

Ele ressalta, que a vacinação contra o HPV, está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em uma dose, e tem como foco a população com idade entre 9 e 14 anos, além de pessoas com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea e paciente oncológicos, até 45 anos. São mais de 200 subtipos da doença e a vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18.

“É importante lembrar que mesmo após a iniciação da vida sexual, a vacina tem efeito preventivo, e as pessoas que não se encaixam no quesito distribuído pelo SUS, podem optar pela imunização através de clínicas particulares, que contam com a opção da vacina nonavalente, que oferece proteção contra mais cinco tipos da doença que são classificadas pelos tipos: 31, 33, 45, 52 e 58, e a cobertura vacinal é destinada para todas as pessoas com idade entre 9 e 45 anos, sendo duas doses para indicadas para o público de 9 a 19 anos, e de 20 aos 45 anos, em três doses.

Acima dessa faixa etária é necessária prescrição médica, assim como em pacientes em tratamento da doença. Desde o ano passado, a rede da Saúde Livre Vacinas, aplicou mais de seis mil  doses do imunizante”, comenta.

Essa medida de prevenção é fundamental para a saúde pública, ela protege as pessoas que foram imunizadas e as comunidades ao redor, criando uma barreira de imunidade coletiva. “O mês de outubro ressalta a importância do autocuidado, e dá abertura para falarmos de possibilidades de prevenção que fazem toda a diferença”, finaliza.

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