Durante a segunda-feira, 12, foi realizada na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, a audiência preparatória para a 2ª Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Tuberculose, marcada para acontecer em 22 de setembro.
Entre os participantes estiveram, especialistas, governos, sobreviventes da tuberculose e ativistas. O painel de financiamento e inovações contou com a participação da secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde do Brasil, Ethel Maciel.
Segundo Ethel Maciel, o país sofreu muitos “retrocessos” desde 2018: “Infelizmente para nós no Brasil, a nossa taxa de mortalidade (por tuberculose) aumentou bastante e nós estamos agora com índices semelhantes ao que estávamos em 2002. Então nós chegamos nessa nova Reunião de Alto Nível pior do que estávamos em 2018 e com desafios ainda maiores para que nós possamos cumprir essas metas até 2030, que é o nosso desejo”.

Ministérios na luta contra a tuberculose
A Secretária ainda destacou que o novo governo no país está adotando uma abordagem integrada para enfrentar a doença, como o decreto presidencial que reúne nove Ministérios nos esforços de combate à tuberculose: Ministérios da Saúde, Educação, Direitos Humanos, Justiça, Povos Indígenas e Cidades.
A OMS enfatiza a necessidade urgente de pesquisa e desenvolvimento para tuberculose resistente a medicamentos, juntamente com patógenos resistentes a antibióticos recentemente priorizados
Expectativas para a reunião de Alto Nível
Sobre as prioridades do Brasil para a 2ª Reunião de Alto Nível, em setembro, Ethel Maciel destacou a importância dos investimentos em pesquisa.
“Estamos com muita expectativa que a declaração coloque essa grande prioridade que são os investimentos em pesquisa. E também pesquisa de vacina. Nós sabemos que com uma nova vacina nós teremos muito mais possibilidades de enfrentar ou de chegar nas metas das Nações Unidas. Mas também uma grande prioridade é termos diagnósticos rápidos, diagnósticos que possam ser feitos na atenção primária, mais próximo das pessoas. Para que elas não precisem se deslocar das suas casas. Que a gente possa ter, a exemplo da Covid-19, testes rápidos para tuberculose também.”
A Secretária também explicou que o Brasil espera garantir ainda em 2023 a incorporação de novas tecnologias que foram disponibilizadas desde 2018. Principalmente a de tratamentos para pessoas infectadas com cepas da tuberculose que são multiresistentes a medicamentos.







