De acordo com dados do portal de Transparência do Registro Civil mantido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, o acidente vascular cerebral (AVC) se tornou a principal causa de morte no Brasil, tendo matado 87.518 brasileiros entre 1º de janeiro e 13 de outubro de 2022. Esse número equivale à média de 12 óbitos por hora ou 307 por dia.
Para fator de comparação, no mesmo período, o infarto vitimou 81.987 pessoas e a Covid-19, 59.165 pessoas.
Embora seja mais comum em adultos mais velhos, a incidência de AVC em jovens e pessoas de meia-idade tem crescido nas últimas décadas. Idade, pressão alta, tabagismo, obesidade, estilo de vida sedentário e diabetes são conhecidos por aumentar o risco de acidente vascular cerebral.
Existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico.
O isquêmico ocorre quando uma artéria é obstruída, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Esse tipo de AVC é o mais comum, representando 85% de todos os casos.
Já o AVC hemorrágico ocorre quando um vaso cerebral se rompe, provocando hemorragia. Embora responsável por apenas 15% de todos os casos de AVC, ele pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.
O tratamento imediato de um AVC pode reduzir substancialmente o risco de sequelas graves e até mesmo de morte. Por isso, é fundamental saber identificar os sintomas da condição. Os sintomas mais comuns são desvio de rima labial (sorriso torto), dificuldade para levantar os dois braços e fala arrastada. No entanto, existem outros indicadores menos comuns que podem passar despercebidos.
Além dos sintomas comuns, a dormência que afeta a mão, braço, perna ou parte do rosto é um sinal muito comum do AVC, especialmente quando a pessoa está sentada ou deitada. No entanto, dormência simultânea repentina no rosto e no braço ou no braço e na perna, pode ser motivo de preocupação e é necessário procurar ajuda imediata, em especial se vier acompanhada de outros sintomas, como paralisia facial em um dos lados, dificuldade para levantar os braços e fala arrastada.
Outro sinal de AVC é a visão turva ou perda de visão em um olho ou em ambos os olhos. No entanto, esse sintoma pode passar despercebido, apesar de afetar quatro em cada 10 pacientes com a condição, de acordo com estudo publicado na revista científica Stroke. Por isso, é importante estar atento aos sintomas e, se necessário, procurar ajuda médica imediata.
Segundo informações do Hospital Albert Einstein, uma das formas de identificar um AVC é fazer o teste SAMU:
- Sorriso: peça para a pessoa sorrir. Veja se um lado do rosto não mexe;
- Abraço: veja se a pessoa consegue elevar os dois braços como se fosse abraçar ou se um membro não se move;
- Música: veja se a pessoa repete o pedacinho de uma música ou se enrola as palavras;
- Urgente: chame uma ambulância ou vá a um pronto atendimento especializado.
É muito importante estar ciente dos sintomas do acidente vascular cerebral e buscar ajuda imediatamente em caso de suspeita da condição.
Além disso, é fundamental cuidar da saúde geral, especialmente controlando fatores de risco como pressão alta, tabagismo, obesidade, estilo de vida sedentário e diabetes, para reduzir o risco de desenvolver a condição.
Cuide-se!







